Ninguém é justo diante de Deus.
2Se alguém tenta falar-te, ficarás ofendido?Mas quem pode conter as palavras?
3Tu a muitos ensinavase sabias fortalecer as mãos fracas.
4Tuas palavras levantavam quem caía,e os joelhos que se dobravam reforçaste.
5Mas agora acontece contigo e ficas deprimido;és atingido e esmoreces.
6Tua piedade não era talvez tua confiançae a integridade de tua conduta, tua esperança?
7Lembra-te: qual o inocente que pereceu?E quando foi exterminada gente honesta?
8Conforme tenho visto, quem cultiva a iniquidadee quem semeia o sofrimento, são esses que os colhem.
9A um sopro de Deus pereceme pelo vento de sua ira são aniquilados.
10Cessam o rugido do leão e o bramido da fera,e os dentes dos leõezinhos são quebrados.
11Morre o leão por falta de presae os filhotes da leoa se dispersam.
12Foi-me trazida em segredo uma palavrae meu ouvido percebeu seu leve sussurro.
13Entre os fantasmas de visões noturnas,quando cai sobre os homens o sono profundo,
14assaltou-me o medo e um terrorque fez tremer todos os meus ossos;
15um vento soprou em meu rosto,arrepiando-me os cabelos do corpo.
16Alguém estava de pé, mas não o reconheci,só uma figura apareceu a meus olhos.Houve silêncio, depois ouvi uma voz que dizia:
17“Pode um mortal ser justo diante de Deus?Pode um ser humano ser puro diante do seu criador?
18Mesmo em seus servos ele não pode confiare até em seus anjos encontra defeitos;
19quanto mais naqueles que moram em casas de barro,que têm em pó seu fundamentoe são esmagados como a traça!
20Serão aniquilados entre a manhã e a tarde;sem que ninguém o perceba, perecem para sempre.
21Não foi já arrancada a corda de sua tenda?Eles morrem, mas sem possuir a sabedoria!”
Bíblia de Aparecida · Editora Santuário · texto 2.0.2