(105) Confissão dos pecados de Israel.
1Aleluia!Celebrai a Javé, pois ele é bom,porque eterno é seu amor.
2Quem pode narrar as façanhas de Javée proclamar todo o seu louvor?
3Felizes os que guardam a retidãoe praticam a justiça o tempo todo.
4Lembrai-vos de mim, Javé,pelo amor de vosso povo,visitai-me com vossa salvação;
5para que eu sinta a felicidade de vossos eleitose me alegre com a alegria de vosso povoe me glorie com vossa herança.
6Como nossos pais, nós pecamos,cometemos a iniquidade, procedemos mal.
7Nossos pais, no Egito, não compreenderam vossos prodígios;não se lembraram da multidão de vossas misericórdias,mas se revoltaram junto ao mar, o mar Vermelho.
8Ele, porém, os salvou por amor de seu nome,para manifestar seu poder.
9Ameaçou o mar Vermelho e ele secou;guiou-os pelo abismo como por um deserto.
10Salvou-os da mão de quem os odiava,resgatou-os do poder do inimigo.
11As águas cobriram seus adversários;não escapou nenhum deles.
12Então acreditaram em suas palavrase cantaram seu louvor.
13Depressa esqueceram suas obras,não esperaram que executasse seu plano.
14Cederam à cobiça no deserto,tentaram a Deus na solidão.
15Concedeu-lhes o que pediam,mas enviou a fraqueza sobre eles.
16Tiveram inveja de Moisés no acampamentoe de Aarão, o santo de Javé.
17A terra se abriu e engoliu Datãe recobriu o bando de Abiram;
18ardeu o fogo contra seus sequazes,a chama consumiu os ímpios.
19Fizeram um bezerro em Horebe adoraram uma imagem de metal;
20trocaram sua glóriapela figura de um boi que come capim.
21Esqueceram o Deus, seu salvador,que tinha feito façanhas no Egito,
22maravilhas na terra de Cam,prodígios no mar Vermelho.
23Então pensou em exterminá-los,se não fosse Moisés, seu eleito,que se manteve na brecha diante delepara desviar sua ira, a fim de que não os destruísse.
24Desprezaram um país delicioso,não acreditaram em sua palavra;
25ao contrário, murmuraram em suas tendas,não obedeceram à voz de Javé.
26Então ergueu a mão para lhes jurarque os faria cair no deserto,
27que dispersaria seus descendentes entre as naçõese os espalharia em outras terras.
28Eles aderiram ao Baal de Fegore comeram carnes sacrificadas aos deuses mortos.
29Eles o provocaram com suas obras,e caiu uma praga sobre eles.
30Mas surgiu Fineias e agiu como juiz,e a praga cessou;
31isto lhe foi imputado como justiça,de geração em geração, para sempre.
32Eles o irritaram junto às águas de Meriba,e Moisés sofreu por causa deles;
33pois aborreceram seu espírito,e ele foi precipitado no falar.
34Não exterminaram os povoscomo Javé lhes havia mandado.
35Antes, misturaram-se às naçõese aprenderam a agir do modo delas.
36Serviram a seus ídolos,que se tornaram uma armadilha para eles.
37Aos demônios sacrificaramseus filhos e suas filhas.
38Derramaram o sangue inocente,sangue de seus filhos e de suas filhas,que imolaram aos ídolos de Canaã.E o país foi profanado pelos assassínios.
39Eles se mancharam por seus atose se prostituíram com seus feitos.
40Por isso a ira de Javé se acendeu contra seu povo,e ele abominou sua herança.
41Entregou-os nas mãos das nações,e seus adversários os dominaram.
42Seus inimigos os oprimiram,e tiveram de curvar-se a seu domínio.
43Muitas vezes os libertou,mas eles se obstinavam em sua rebeldiae foram humilhados por causa de suas iniquidades.
44Contudo, Deus olhou para a angústia deles,quando escutou suas súplicas.
45Lembrou-se de sua aliançae se compadeceu segundo sua grande misericórdia,
46e fez com que achassem compaixãojunto a todos que os mantinham cativos.
47Salvai-nos, Javé, nosso Deus,reuni-nos do meio das nações,para podermos celebrar vosso santo nomee gloriar-nos com vosso louvor!
48Bendito seja Javé, Deus de Israel,desde sempre e para sempre!E todo o povo diga: Amém!
Bíblia de Aparecida · Editora Santuário · texto 2.0.2