A falsa sabedoria dos amigos.
1Meu espírito se apaga,meus dias se extinguem;o sepulcro me espera.
2Não estou rodeado de zombadores?Meus olhos contemplam sua hostilidade.
3Sede vós mesmo minha garantia junto de vós.Quem mais quereria bater em minha mão?
4Porque privastes de inteligência a mente deles,por isso não deixareis que triunfem.
5Como quem convida os amigos à partilha,enquanto os olhos de seus filhos desfalecem;
6assim me tornei ludíbrio dos povos,sou objeto de escárnio diante deles.
7Meu olho se ofusca de dore meus membros não são mais que sombra.
8Gente honesta se espanta com istoe o inocente se indigna contra o ímpio.
9Mas o justo se confirma em sua conduta,e quem tem mãos puras redobra de coragem.
10Quanto a vós, voltai todos e vinde:e entre vós não acharei um sábio.
11Passaram meus dias, se esfumaram meus projetos,os desejos de meu coração.
12Pretendem que a noite seja dia,que a luz esteja iminente, quando chegam as trevas.
13Se posso esperar alguma coisa, o abismo é minha casa,nas trevas estendo meu leito.
14Ao sepulcro eu grito: “Tu és meu pai!”e aos vermes: “Minha mãe, minhas irmãs sois vós!”
15E minha esperança onde está?Meu bem-estar, quem o pode ver?
16Descerão comigo ao abismo,quando juntos baixarmos ao pó.
Bíblia de Aparecida · Editora Santuário · texto 2.0.2