Isaías 41
41

Isaías

Livros Proféticos · 27 versículos

Deus suscitará Ciro.

1Guardai silêncio diante de mim, ó ilhas; que os povos renovem suas forças, que se aproximem e falem; juntos compareçamos em juízo. 2Quem o suscitou no oriente e convoca a vitória a sua passagem, entrega-lhe os povos, sujeita-lhe os reis? Sua espada os reduz ao pó e seu arco os dispersa como palha. 3Ele os persegue e avança seguro por uma estrada na qual não passaram seus pés. 4Quem fez e realizou isto? Aquele que chama as gerações desde o início. Eu, Javé, sou o primeiro, e com os últimos ainda estarei. 5As ilhas viram e tiveram medo, tremem as extremidades da terra; eles se aproximam e chegam.

O versículo 6 não consta desta edição.

O versículo 7 não consta desta edição.

8Mas tu, Israel, meu servo, Jacó, que eu escolhi, descendência de Abraão, meu amigo, 9tu, a quem tomei das extremidades da terra, que chamei das regiões mais distantes, eu te disse: “Tu és meu servo, eu te escolhi, não te rejeitei”. 10Não tenhas medo, pois estou contigo, não te angusties, pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço e te ajudo, eu te sustento com minha mão direita vitoriosa. 11Eis que ficarão envergonhados e confusos os que se enfureciam contra ti; serão aniquilados e perecerão teus opositores. 12Procurarás sem encontrar oque lutavam contra ti, serão aniquilados, cessarão de existir os que te combatiam. 13Porque eu, Javé, teu Deus, tomo-te pela mão direita e te digo: “Não temas, sou eu que te ajudo”. 14Não temas, vermezinho de Jacó, larva de Israel, sou eu que te ajudo – oráculo de Javé – ; teu Redentor é o Santo de Israel. 15Eis que faço de ti uma debulhadora afiada, nova, munida de muitas pontas; debulharás os montes e os triturarás, transformarás em palha as colinas. 16Tu os jogarás ao vento, e o vento os levará, o torvelinho os dispersará; tu te alegrarás com Javé, te gloriarás do Santo de Israel.

Prodígios renovados.

17Pobres e indigentes procuram água e não há; sua língua está seca de sede. Eu, Javé, lhes responderei; eu, o Deus de Israel, não os abandonarei. 18Farei brotar rios em montes escalvados e fontes no meio dos vales. Transformarei o deserto num açude e a terra árida em mananciais de águas. 19Plantarei no deserto cedros, acácias, murtas e oliveiras; porei na estepe ciprestes, junto com olmos e abetos; 20para que vejam e reconheçam, prestem atenção e compreendam todos que a mão de Javé fez isto, que o Santo de Israel o criou.

Desafio de Javé aos falsos deuses.

21Apresentai vossa causa, diz Javé; mostrai vossas provas, diz o rei de Jacó; 22que venham à frente e nos anunciem o que vai acontecer. Narrai-nos vossas predições passadas, e prestaremos atenção; anunciai-nos o futuro, e comprovaremos o êxito. 23Anunciai os acontecimentos futuros, e saberemos que sois deuses. Fazei ao menos o bem ou o mal, para que nos admiremos e vejamos juntos. 24Eis que vós não sois nada, vossa obra é uma nulidade, escolher-vos é abominável. 25Eu o suscitei do norte e ele veio, desde o oriente eu o chamei por seu nome. Ele pisoteia os governantes como a lama, como o oleiro pisa a argila. 26Quem o anunciou desde o princípio, para que o soubéssemos, e no passado, para que disséssemos: “É verdade!” Mas ninguém o anunciou, ninguém o fez ouvir, ninguém ouviu vossas palavras. 27Fui o primeiro a anunciá-lo a Sião, enviei a Jerusalém um portador de boas novas. 28Olhei, mas não havia ninguém; entre eles, ninguém que pudesse dar um conselho, ou que, interrogado, pudesse dar-me resposta. 29Um nada todos eles juntos; nada são suas obras; vento e vazio, seus ídolos.

Bíblia de Aparecida · Editora Santuário · texto 2.0.2