Eclesiástico 50
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Eclesiástico

Livros Poéticos e Sapienciais · 31 versículos

O sumo sacerdote Simão.

1Simão, filho de Onias, sumo sacerdote,em sua vida restaurou a Casae em seus dias fortificou o templo.

2Por ele foram feitos os fundamentos do temploe também a base elevada da parede do templo.

3Em seus dias foi cavado o reservatório das águas,uma piscina grande como o mar.

4Defendeu seu povo dos ladrõese fortificou a cidade para o caso de um cerco.

5Como era esplêndido quando olhava da tenda,quando saía do santuário atrás do véu!

6Era como a estrela da manhã no meio da névoa,como a lua cheia nos dias de festa,

7como o sol fulgurante sobre o templo de Deus;

8como o arco-íris esplendoroso entre nuvens de glória,como a flor das roseiras nos dias da primavera,como lírios à beira de uma água corrente,como a flor do Líbano nos dias do verão,

9como fogo brilhante e incenso ardendo ao fogo,

10como um vaso de ouro maciço,ornado com toda espécie de pedras preciosas,

11como uma oliveira carregada de frutose como um cipreste que se ergue até as nuvens.Quando se cobria com seu manto de glóriae se revestia dos ornamentos mais belos,

12subindo os degraus do santo altar,enchia de glória todo o santuário.

13Quando recebia das mãos dos sacerdotes as porções das vítimas,estando ele de pé junto ao altar,seus irmãos o rodeavam formando uma coroacomo mudas de cedro no monte Líbano;

14e o circundavam como ramos de palmeirastodos os filhos de Aarão em sua glória.

15Com as ofertas do Senhor em suas mãos,mantinham-se de pé diante de toda a comunidade de Israel.Ele celebrava o rito litúrgico sobre os altares,apresentando com nobreza a oferta ao Onipotente.

16Estendia a mão sobre a taçae fazia a libação do sangue da uva;

17derramava-o sobre as bases do altarcomo perfume agradável ao Excelso Príncipe.

18Então os filhos de Aarão erguiam a voz,tocavam as trombetas de metal trabalhado,produzindo um imenso alaridocomo memorial diante do Deus Altíssimo.

19Então todo o povo, juntamente, se apressavaa prostrar-se com a face por terrapara adorar o Senhor seu Deus,suplicando ao Deus onipotente e excelso.

20Os salmistas louvavam com suas vozes,e ressoava um canto vibrante, cheio de suavidade.

21O povo suplicava ao Senhor excelsoem oração diante do Misericordioso,até que fosse terminada a homenagem ao Senhore todos encerrassem sua função.

22Então, descendo, ele erguia as mãossobre toda a comunidade dos filhos de Israelpara dar com seus lábios a bênção do Senhore ter a honra de pronunciar seu nome.

23Todos repetiam a adoraçãopara receber a bênção do Altíssimo.

Exortação.

24Agora bendizei o Deus do universoque faz maravilhas na terra inteira,que exaltou nossos dias desde o seio maternoe age conosco segundo sua misericórdia.

25Que ele nos conceda a alegria do coraçãoe que haja paz em nossos dias,em Israel, por todo o sempre.

26Que Israel acredite que a misericórdia de Deus está conoscopara nos libertar em nossos dias.

Três povos detestados.

27Duas nações minha alma odeia,e a terceira nem sequer é uma nação:

28os que habitam no monte Seir, os filisteuse o povo insensato que habita em Siquém.

Conclusão.

29Jesus, filho de Sirac, de Jerusalém,condensou neste livro uma instrução de sabedoria e de ciênciae derramou nele a sabedoria de seu coração.

30Feliz aquele que for versado nessas palavras;quem as fixar no coração será sempre sábio;

31se as puser em prática, será capaz de tudo,porque seu caminho é a luz do Senhor.

Bíblia de Aparecida · Editora Santuário · texto 2.0.2