As aparições de Nossa Senhora da Rosa Mística recebem ‘sinal verde’ para a experiência espiritual. Outro parecer emitido autoriza a veneração de Nossa Senhora da Rocha, porém com cautela e sem confirmação sobrenatural.
No mês de julho, o Dicastério para a Doutrina da Fé emitiu novos posicionamentos sobre aparições da Virgem Maria, essas autorizações acontecem após a publicação das Normas para proceder no discernimento de presumidos fenômenos sobrenaturais, de 17 de maio deste ano.
A Santa Sé, divulgou o parecer positivo para a experiência espiritual de Nossa Senhora de Fontanelle, conhecida mundialmente pela invocação de Nossa Senhora da Rosa Mística. Em carta enviada ao Bispo de Brescia, o prefeito do Dicastério, Cardeal Victor Manuel Fernandez, com aprovação do Papa Francisco, atesta que “não encontrou elementos nas mensagens divulgadas por Pierina Gilli que contradigam diretamente o ensinamento da Igreja católica sobre a fé e a moral”.
O documento ainda detalha que, “é possível encontrar vários aspectos positivos que se destacam nas mensagens como um todo e outros que, por sua vez, merecem esclarecimento para evitar mal-entendidos”. Contudo, o parecer do Dicastério, é considerado como um “sinal verde” para a experiência espiritual desta devoção. Confira na íntegra o texto.
Histórico da devoção à Senhora de Fontanelle (Rosa Mística)
As aparições estão relacionadas a vidente Pierina Gilli, nascida em uma família de camponeses, que trabalhava como perpétua e como enfermeira em um hospital, e ocorreram em dois períodos de tempo: a primeira data de 1947 e posteriormente em 1966, precisamente na cidade de Fontanelle situada ao sul de Montichiari, na província de Brescia, no norte da Itália.
Veneração autorizada à Nossa Senhora da Rocha
No último dia 16, o Dicastério deu outro parecer, desta vez o de Nihil obstat (nada obsta) sendo publicado em carta à Dom Francesco Oliva, Bispo de Locri-Gerace, Itália, em referência a veneração de Nossa Senhora da Rocha. Essa autorização destaca por sua vez a cautela e não confirma o caráter sobrenatural da ‘aparição’ de Nossa Senhora.
A carta faz uma apreciação positiva dos frutos espirituais das ‘aparições’ narradas pelo jovem vidente Cosimo Fragomeni:
Autorizado, mas de maneira prudente
No texto endereçado a Dom Francesco ainda segue a orientação para a vigilância e prudência, “Permanece, em todo caso, o seu dever de continuar a prestar a máxima atenção à correta apreciação dos frutos produzidos pelo fenômeno examinado, prosseguindo a vigiar sobre ele com prudência.”
Em sua finalização o Cardeal Manuel Fernandez aponta os peregrinos que recorrem ao Santuário de Nossa Senhora da Rocha, como sinais de fé, “no mundo secularizado em que vivemos, no qual tantos transcorrem a sua existência sem alguma referência ao transcendente, os peregrinos que se aproximam do Santuário “dello Scoglio” são um potente sinal de fé.”
As “aparições” e a sua mensagem de conversão
Em seus relatos, o jovem de 18 anos Cosimo Fragomeni, que era agricultor daquela região, narra que a Virgem Maria lhe apareceu por primeiro em 11 de maio de 1968. As ‘aparições’ foram precedidas de um clarão de luz que surgiu de uma rocha próxima à sua casa e isso se repetiu ao longo de quatro dias.
Em suas mensagens a Mãe de Deus fazia o convite à conversão e à oração, e manifestou um desejo, de que aquela região se tornasse um local onde as pessoas possam se encontrar com a misericórdia divina.
Fonte: Vatican News