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Santuário Nacional acolhe a 2ª Romaria do Terço das Crianças

Neste sábado (09) e amanhã (10) o Santuário Nacional recebe a 2ª Romaria Nacional do Terço das Crianças. Veja como foi a Missa de acolhida!
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A Romaria dedicada às crianças ocorre hoje (09) e amanhã (10). Participe e traga as crianças!

Um fim de semana para incentivar a vida de oração e a participação dos devotos mirins de Nossa Senhora na Igreja.

Neste sábado (09) e amanhã (10) o Santuário Nacional recebe a 2ª Romaria do Terço das Crianças, fruto de uma inspiração de Dom Orlando Brandes, Arcebispo da Arquidiocese de Aparecida.

A Santa Missa de acolhida foi celebrada hoje (09) às 9h, no Altar Central do Santuário, e presidida pelo missionário redentorista, Padre Diego Antônio, Prefeito de Igreja do Santuário.

Contou com a presença de desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região — Campinas (TRT-15), para a leitura da Carta de Aparecida pelo Trabalho Decente.

Durante a homilia, Padre Diego destacou que “a Mãezinha” do Céu é quem pode nos ensinar a amar Jesus.

“Esta é a grande missão de Nossa Senhora: Ela quer nos ensinar a amar Jesus. Por isso, nós estamos aqui para aprender com Ela o jeito certo para amá-Lo. É nesta Alegria da feliz expectativa do nascimento de Jesus que está chegando no Natal que nós queremos receber com muito carinho o nosso Salvador Jesus Cristo. Quem vai nascer no Natal não é o Papai Noel…, mas é Jesus. Ele é o motivo da nossa Alegria, afirmou.

Acerca do Evangelho deste sábado (Mt 9,35–10,1.6-8) onde Jesus é apresentado como o pastor que se compadece de suas ovelhas, Padre Diego disse:

“Assim também Jesus cuida de cada um de nós, da nossa vida, dos nossos sonhos, dos nossos projetos e da nossa vocação. Por isso, querida criança, jovem adolescente, Deus tem um projeto para cada um de nós para sermos felizes nesta vida. E, hoje, Jesus nos convida a rezar também pelas vocações.”

O Padre explicou também que ao longo da nossa vida vamos perceber os sinais de Deus para alcançarmos a felicidade e perguntou às crianças o que elas querem ser quando crescer.

“Esta pergunta certamente todos nós escutamos algum dia da nossa vida, uns querem ser médico, advogado, jogador de futebol, mas também n ão se esqueça de ser padre, de ser um religioso, uma religiosa e trabalhar para o Reino de Deus… ser um papai e uma mamãe de família, tudo isso nos ensina Jesus”.

Programação da 2ª Romaria do Terço das Crianças

9/12
9h — Missa de acolhida da Romaria e das crianças
10h — Show Devotos Mirins especial, no subsolo do Santuário
14h — Hora Mariana e Oração do Terço, no Altar Central

10/12
8h — Missa de envio das crianças

Confira a íntegra da Carta de Aparecida pelo Trabalho Decente

Neste Dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, é importante voltarmos os olhos para os trabalhadores do Brasil e do mundo.

Falando para empresários de 40 países, inclusive o nosso, em outubro de 2022, o Papa Francisco enfatizou a necessidade de criar uma nova economia para o bem comum, uma economia diferente, aquela que faz viver e não mata, inclui e não exclui, humaniza e não desumaniza, cuida da criação e não a destrua, citando mensagem do evento “Economia de Francisco”, de 2019.

Essa nova economia para o bem comum deve ser inclusiva, destacou então o Papa, concitando mais de 800 líderes de empresas e empresários a agir como “fermento para garantir que o desenvolvimento chegue a todas as pessoas, mas especialmente às mais marginalizadas, mais necessitadas, de modo que a economia possa sempre contribuir para o crescimento humano integral”.

A mensagem do Papa ajusta-se ao que está previsto na Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948, da ONU, que prescreve que “todo homem tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”.

Acrescenta a Declaração que “todo homem que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social”. Coloca a ONU também, desta forma, o trabalho como instrumento de alcance de uma existência digna.

É esse o caminho a trilhar. É preciso compreender que a ideia de desenvolvimento humano integral não se dissocia da de crescimento econômico. Nesta linha, a Constituição da República Federativa do Brasil posiciona o trabalho como primado da ordem social e estabelece que a ordem econômica deve fundar-se na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, com o fim de assegurar a todas as pessoas a existência digna.

A busca do pleno emprego foi erigida a princípio geral da atividade econômica.

O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, a Procuradoria Regional do Trabalho, ambos com sede em Campinas, e o Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, neste momento difícil para os trabalhadores brasileiros, em que se prega abertamente a flexibilização e a desregulamentação das relações entre capital e trabalho, com a consequente precarização do trabalho humano e a drástica redução da teia de proteção social, se unem para lembrar que é fundamental que o Brasil, um dos 193 países que a assinaram, cumpra integralmente a denominada Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Dentre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da referida agenda, desdobrados em 169 metas, merece especial destaque o ODS 8, que propõe que se promova o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, se busque o emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todas e todos, superando os desafios de desenvolver-se sem promover degradação ambiental.

Para ser decente o trabalho, contudo, é preciso que ele se preste a dignificar a pessoa humana que o execute. Para a Organização Internacional do Trabalho, trabalho decente é o que resulta da convergência de quatro objetivos estratégicos: 1) respeito aos direitos no trabalho, especialmente aqueles definidos como fundamentais (liberdade sindical, direito de negociação coletiva, eliminação de todas as formas de discriminação em matéria de emprego e ocupação e erradicação de todas as formas de trabalho forçado e trabalho infantil); 2) promoção do emprego produtivo e de qualidade; 3) a ampliação da proteção social; e 4) o fortalecimento do diálogo social.

Sob essa perspectiva, o trabalho decente deve ser assegurado a todas as mulheres e homens, inclusive aos jovens e às pessoas com deficiência, com remuneração justa e igual para trabalho de igual valor, com jornada razoável e sem qualquer tipo de discriminação. Não pode ser trabalho alienado, degradante, escravo ou infantil.

Empenhemo-nos, então, para que o trabalho decente se torne realidade em curto espaço de tempo, deixando de ser apenas sonho inatingível.

Aparecida-SP, 8 de dezembro de 2023.

Veja também a Santa Missa na íntegra:

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