Margarida nasceu em Turoc, Hungria, em 1242, filha do rei Bela IV e da rainha Maria. Seus pais haviam feito um voto de consagração da filha ao Senhor, e criança ainda ela foi encaminhada para um convento dominicano em Vesprin. Em 1261 fez os votos definitivos, num outro convento da Ordem, construído pelo pai na ilha de Lebres, no rio Danúbio. Sua extraordinária devoção lhe mereceu comunicações particulares do Espírito Santo.
De fato, Margarida destacou-se por uma vida de humildade e penitência incomuns. Dormia no chão, sobre uma pele rude, com uma pedra por travesseiro. Fazia questão de nada possuir, apesar da sua condição de princesa. Praticava uma especial devoção a Jesus Crucificado e à Eucaristia, chegando às lágrimas no momento da Comunhão: na véspera das Missas, alimentava-se somente de pão e água, passava a noite em oração, e no dia do Santo Sacrifício fazia jejum quase absoluto. Além disso, por amor a Cristo, amava especialmente também a Nossa Senhora, com rara piedade e fervor. Tratava as irmãs do convento com admirável doçura.
Sem qualquer apego às coisas deste mundo, ansiava pelo momento de unir-se definitivamente a Deus, o que aconteceu após uma doença: faleceu em 18 de janeiro de 1271. Na sua sepultura, foram registradas graças e milagres, pelo que virou um local de peregrinação.