Deus se fez carne por meio de Maria, começou a fazer parte de um povo, constituiu o centro da história.
Nossa Senhora, Mãe de Jesus, foi especialmente escolhida por Deus, desde a Eternidade, para tornar realidade a Encarnação de Cristo, segundo o plano de salvação da Humanidade que o Pai determinou, após o Pecado Original. Para assumir esta divina maternidade, Maria foi concebida sem pecado, pelo adiantamento dos méritos salvíficos da Paixão, Morte e Ascensão de Jesus.
São Lucas, no início do seu Evangelho, relata a Anunciação feita à Maria, isto é, a aparição do arcanjo São Gabriel a Ela, fazendo-Lhe a proposta de ser Mãe do Senhor. Este aspecto é fundamental: Deus não forçou Maria, mas ofereceu-Lhe participar do Seu plano por meio da maternidade divina. E Ela, livremente, disse o Seu sim: “Fiat”, faça-se, “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em Mim segundo a Sua palavra” (Lc 1,38).
Neste instante, Maria concebeu Jesus no Seu ventre, tornando-Se deste modo o primeiro sacrário da História. Jesus veio a nós por Maria, e desta maneira Deus pôde realizar a obra da nossa salvação. Também por Ela, como afirma a Igreja, devemos ir a Cristo; como explica São Luís Maria Grignon de Montfot, é só por Ela, e com toda a lógica, que podemos chegar a Deus, uma vez que Ela é o caminho escolhido para intermediar a materialização entre Deus e o Homem. A devoção sincera a Maria é sinal de predestinação à salvação, como afirmam vários santos; não deixemos de amar e cultivar uma cada vez maior proximidade com a nossa Mãe, pois todas as graças que Deus nos quer dar passam, obrigatoriamente, pelas Suas mãos.