“Deus disse: ‘haja um firmamento no meio das águas e que ele separe as águas das águas’” (Gn 1,6)
O que Deus viu de bom enquanto criava (cf. Gn 1,4.10.12.18.21) não se consegue transmitir adiante, ninguém o comunica. Só temos a visão da criação na sua verdade na perspectiva da Salvação, da Redenção, na ótica do corpo de Cristo ressuscitado que contém os novos céus e a nova terra.
O mosaico nos mostra a tempestade no Lago de Tiberíades (Mc 4,35-41), o mar agitado, os discípulos dominados pelo medo, Cristo dorme, mas mantém sua mão sobre o timão. A imagem é extremamente significativa: mesmo quando o mal agita o Cosmo, a Criação, por causa do pecado do homem, a direção é de qualquer forma garantida, pelo Corpo de Cristo, morto e Ressuscitado.
O Corpo de Cristo é a Igreja. A Verdade na sua Nova Criação nos é revelada nos sacramentos, para vivermos a nova vida enxertados em Cristo.
Observamos que um discípulo se coloca em oração, levantando as mãos de modo orante, chamando Jesus, mesmo assim os discípulos estão preocupados consigo mesmos. Cristo desperta do seu sono e realiza o exorcismo no Cosmos, de forma que acontece uma grande calmaria. Logo após, Jesus repreende seus discípulos pela pouca fé, isto é, pelo pouco acolhimento e pouca confiança n’Ele (cf. 4,38-40).