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A Igreja necessita do mistério mariano, para tornar-se a si mesma, porque Ela é o mistério mariano.
Somente se nos colocarmos sob este sinal, se acolhermos este símbolo da terra fértil, do jardim-paraíso, é que deixaremos em nós, na profundeza da oração, reunidos e voltados para o nosso interior, o lugar para um crescimento, e então a Igreja será fecunda.
A passividade é apenas aparente desde que se esteja diante de Deus, pois que receber e deixar-se moldar são atos supremos (…)
O Cardeal Joseph Ratzinger escreveu em seu livro intitulado Maria, a primeira Igreja:
“A Igreja é o corpo, a carne de Cristo, na tensão espiritual do amor, onde se cumpre o mistério conjugal de Adão e Eva.
Isto quer dizer, no dinamismo de uma unidade que não suprime o face à face.
O mistério eucarístico e cristológico da Igreja, Corpo de Cristo, só conserva a sua justa medida se incluir o mistério mariano”. Le Sénevé (Pentecostes 2005) —
Journal des aumôneries de I’École normale supérieure et de I’École des Chartes