Francisco nos orienta a sempre comunicar a paz

Santo Padre enfatiza que além de ir, ver e escutar, verbos refletidos nos anos anteriores, desta vez é necessário também exercitar o amor e a coragem ao comunicar
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Na tradicional mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Papa nos convida a promover a paz a exemplo de São Francisco de Sales

Nesta terça-feira (24), o Papa Francisco divulgou sua mensagem para o 57° Dia Mundial das Comunicações Sociais, que acontece no dia 21 de maio, com o tema “Falar com o coração. Testemunhando a verdade no amor”.

Logo no início do texto, o Santo Padre enfatiza que além de ir, ver e escutar, verbos refletidos nos anos anteriores, desta vez é necessário também exercitar o amor e a coragem ao comunicar.

“É o coração que nos move para uma comunicação aberta e acolhedora. Não devemos ter medo de proclamar a verdade, por vezes incômoda, mas de fazê-lo sem amor, sem coração. Só ouvindo e falando com o coração puro é que podemos ver para além das aparências, superando o rumor confuso que, mesmo no campo da informação, não nos ajuda a fazer o discernimento na complexidade do mundo em que vivemos”.

Comunicar com os braços abertos

Em outro trecho da mensagem, Francisco nos incentiva que ao falar, possamos utilizar a gentileza como a cura para a crueldade, que pode, infelizmente, envenenar os corações e intoxicar as relações, a partir de um diálogo com espírito crítico, com divergência de opiniões, mas sempre com respeito e carinho.

“Num período da história marcado por polarizações e oposições – de que, infelizmente, nem a comunidade eclesial está imune – o empenho em prol de uma comunicação de coração e braços abertos não diz respeito exclusivamente aos agentes da informação, mas é responsabilidade de cada um. Somos chamados a procurar a verdade e a dizê-la, fazendo-o com amor”.

Vatican Media
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O exemplo de São Francisco de Sales

Ao celebrar os 400 anos do seu sepultamento nesta terça-feira (24) e também a celebração litúrgica do padroeiro dos comunicadores, que foi relembrado pelo Santo Padre, a quem dedicou recentemente a Carta Apostólica Totum amoris est.

O Papa elogiou o grande ministério do santo Bispo de Genebra durante o século XVII, quando exerceu com mansidão e humanidade o diálogo com todos, principalmente com os opositores de seus ideais cristãos e obedientes a Igreja, que fizeram dele uma extraordinária testemunha do amor misericordioso de Deus.

“Através dos seus escritos e do próprio testemunho de vida, que ‘somos aquilo que comunicamos’: uma lição contracorrente hoje, num tempo em que, como experimentamos particularmente nas redes sociais, a comunicação é muitas vezes instrumentalizada para que o mundo nos veja, não por aquilo que somos, mas como desejaríamos ser”, disse o Papa.

Propagar sempre a paz

Ao fim da mensagem, o Santo Padre insiste em nos orientar que na conversão do coração é que se decide o destino da paz, pois é do coração que brotam as palavras certas para dissipar as sombras de um mundo fechado e dividido e assim, construir uma civilização melhor do que aquela que recebemos.

“Hoje é tão necessário falar com o coração para promover uma cultura de paz, onde há guerra; para abrir sendas que permitam o diálogo e a reconciliação, onde campeiam o ódio e a inimizade. No dramático contexto de conflito global que estamos a viver, urge assegurar uma comunicação não hostil. É necessário vencer o hábito de denegrir rapidamente o adversário, aplicando-lhe atributos humilhantes, em vez de se enfrentarem num diálogo aberto e respeitoso”, concluiu o pontífice.

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Fonte: Vatican News

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