O mês de maio favorece o cultivo e o aprofundamento da nossa espiritualidade mariana, pois nos recorda a participação de Maria no mistério salvífico de Deus
Ela não é um simples adorno na experiência da nossa fé, mas a criatura humana mais amada pela Santíssima Trindade e que sempre nos aproxima do coração do Criador. Sua atitude ativa e interativa com o mensageiro divino, revela sua grandeza de alma em colaborar para que se realize o plano da salvação para toda a humanidade.
Portanto, tem razão de sobra que um dos santos que mais cantou e escreveu sobre as glórias de Maria, Afonso de Ligório, discorra sobre a relevância de Maria para os cristãos. Tanto é verdade que ele defende que ela é toda merecedora de receber a saudação de “esperança nossa”! Obviamente que é sempre Deus a razão primeira e última da nossa esperança humana. No entanto, Ele mesmo escolheu pessoas especiais para colaborar em seu desígnio salvífico, as agraciou e as fez nossas intercessoras. Se isso cabe perfeitamente bem para todos os santos e santas, mais ainda para Maria – a mulher toda cheia de graça!
Ela é “esperança nossa” porque jamais desprezará qualquer que seja a súplica e necessidade dos filhos de Deus! Como nos explica Santo Afonso: “podemos pôr nossa esperança numa pessoa, como causa principal ou como causa mediante”. De modo que ao alcançarmos uma graça que foi mediada por alguém, tem sentido que seja reconhecida essa intercessão como sendo a nossa esperança. Ademais, esclarece o santo que: “para tanto é necessária da nossa parte a confiança, deu-nos o Senhor, para aumentá-la, sua própria Mãe por advogada e intercessora, e concedeu-lhe plenos poderes a fim de nos valer. Por essa razão quer também que nela coloquemos a esperança de nossa salvação e de todo o nosso bem”. Assim, nos resta recorrer continuamente à Virgem Mãe e confiar a Ela nossas necessidades, pois jamais nos desprezará! Salve, Maria, esperança nossa, brota como um suspiro de confiança de quem sabe esperançar porque uma mãe verdadeira jamais abandona seus filhos!