Santa Prisca, também conhecida como Priscila, viveu em Roma nos primeiros séculos do Cristianismo e é lembrada pela Igreja como uma jovem mártir que testemunhou sua fé até a morte. Pertencente a uma família nobre, Prisca foi batizada ainda criança por São Pedro, que, segundo a tradição, visitava frequentemente sua casa, incentivando-a a viver de maneira fiel ao Evangelho.
Durante o governo do imperador Cláudio II, no século III, Prisca foi denunciada por se recusar a adorar os deuses pagãos e a oferecer sacrifícios ao imperador. Mesmo sendo muito jovem, ela foi levada ao tribunal e interrogada. Com coragem e firmeza, afirmou sua fé em Jesus Cristo, recusando-se a renunciar ao Cristianismo. Sua ousadia despertou a fúria dos governantes, que ordenaram que fosse submetida a diversos tormentos.
Entre os suplícios que sofreu, Prisca foi lançada às feras no Coliseu, mas, segundo a tradição, um leão ajoelhou-se diante dela, recusando-se a atacá-la. Diante disso, foi novamente levada à prisão e, posteriormente, condenada à decapitação. Seu martírio tornou-se um testemunho vivo da fé cristã nos tempos de perseguição, especialmente pelo modo como enfrentou o sofrimento com serenidade e esperança.

O corpo de Santa Prisca foi sepultado nas catacumbas de Roma e, mais tarde, a Igreja construiu um templo em sua memória, a Basílica de Santa Prisca, situada no monte Aventino, um dos sete montes da cidade. Essa basílica é considerada uma das igrejas mais antigas de Roma, e nela ainda se conserva a memória da santa mártir, venerada pela coragem e pelo amor a Cristo.
A Igreja celebra sua memória em 18 de janeiro, recordando não apenas sua juventude, mas a força que demonstrou diante das adversidades, tornando-se exemplo de fidelidade para todos os cristãos. Santa Prisca é lembrada como padroeira das crianças e adolescentes, especialmente aquelas que enfrentam desafios na vivência de sua fé.