Nascido em 1676, em Porto Maurício, na Itália, estudou no Colégio Romano, e entrou para a Ordem Franciscana, onde foi ordenado sacerdote. Frei Leonardo passou muitos anos como superior de conventos franciscanos em Florença e Roma, a partir de onde organizou, em 40 anos, mais de 340 missões populares, em 85 dioceses.
Como pregador popular, foi um dos maiores oradores sacros do século XVII: os Papas Clemente XII e Bento XIV assistiram várias vezes às suas pregações, declarando não terem conhecido orador mais eloquente e zeloso, e Santo Afonso Maria de Ligório, seu contemporâneo, dizia que ele era o maior missionário daquele século. Uma característica da sua pregação era levar os fiéis a uma grande devoção à Paixão e Morte de Cristo, por meio do exercício da Via-Sacra.
Realizou a primeira cerimônia penitencial com a Via-Sacra no interior do Coliseu, no Ano Santo de 1750, gesto que evitou que este monumento fosse destruído, já que a atividade tornou-se uma tradição; até hoje os Papas ali fazem a Via-Sacra na Sexta-Feira da Paixão. O Coliseu antipaticamente lembrava a morte e perseguição dos cristãos, mas Frei Leonardo dizia que o seu martírio havia santificado o local.
Outra devoção que propagava era a do Sagrado Coração de Jesus, por meio de horas de Adoração Eucarística. E, durante as missões, para obter a conversão dos pecadores, oferecia vários sacrifícios, como dormir no chão, jejuar e mortificar duramente o corpo. Ainda permanecia o dia todo no confessionário, sem se alimentar ou descansar.
Faleceu aos 26 de novembro de 1751, com 75 anos de idade, em Roma, tendo sido visitado em seu leito de morte pelo Papa Bento XIV, que muito o admirava.