Eulália, nascida em local próximo a Barcelona na Espanha no final do século III, foi educada cristãmente, e desde pequena, rejeitando as vaidades, gostava de se reunir com as amigas para rezar no oratório de uma propriedade rural da família.
Quis consagrar-se totalmente a Cristo, e na sua época aconteciam as ferozes perseguições do imperador Diocleciano aos cristãos. Daciano, governador na Espanha, era igualmente hostil e despótico, e aplicou os decretos imperiais na região.
Os pais de Eulália procuraram esconderijo num local distante da cidade, mas ela, pressentindo com alegria a sua plena união com Jesus através do martírio, fugiu para Barcelona e apresentou-se a Daciano, condenando-lhe a idolatria e a perseguição iníqua contra Deus e os cristãos.
Espantado com tamanha coragem, inicialmente o governador procurou adulá-la, na tentativa de convencê-la à apostasia. Sua recusa veemente o irritou: Eulália atirou longe o turíbulo com o qual pretendiam que incensasse os ídolos pagãos, declarando-se “serva de Jesus Cristo, Rei dos Reis (…). Rejeito, portanto, as vossas divindades falsas, invenções dos demônios”. Diante disso, ele a mandou torturar com ferros em brasa. Cheia de alegria, Eulália exclamou: “Agora, ó Jesus, vejo no meu corpo os traços de Vossa sagrada Paixão”. Após outros tormentos, finalmente a jogaram numa fogueira.
Santa Eulália faleceu em 304 e é padroeira de Barcelona e da Espanha.