Águeda, ou Ágata, nasceu em Catânia na ilha da Sicília, Itália, aproximadamente no ano de 230. De família nobre e rica, era bonita, inteligente, e muito religiosa. Por isso consagrou a Deus sua virgindade.
Contudo um homem poderoso da cidade a pediu em casamento. Sendo recusado, ela foi então denunciada como cristã, numa época em que o imperador romano Décio perseguia cruelmente a Igreja. Ágata foi presa e humilhada durante o processo de condenação. O governador de Catânia a entregou a uma mulher de má vida na tentativa de corrompê-la. Isto não funcionou, então ela foi esbofeteada e chicoteada; nua, foi arrastada sobre cacos de vasos e brasas; cortaram-lhe os seios.
A esta brutalidade, disse Ágata ao juiz: “Não te envergonhas de mutilar na mulher o que tua mãe te ofereceu para amamentar?”. Uma tradição diz que na mesma noite São Pedro lhe apareceu e curou a mutilação. Mas as torturas continuaram, lentamente, até a sua morte, por volta de 254. Um ano depois do seu falecimento, o vulcão Etna entrou em erupção. A população de Catânia, tomando o véu que cobria o seu sepulcro, o atirou contra as lavas, que pararam imediatamente, sendo assim preservada a cidade. O dia, 5 de fevereiro, ficou sendo o da sua memória litúrgica.
Santa Ágata é uma das santas mais conhecida mártires católicas desde o século IV, e sua conduta heroica lhe mereceu ter o nome no Cânon da Missa. Até hoje é muito venerada na Itália, sendo padroeira das mulheres que sofrem de problemas nos seios.