Na Missa do 3º Domingo da Quaresma e do Dia Internacional da Mulher, Dom Orlando refletiu sobre o encontro de Jesus com a samaritana
Na manhã deste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, foi realizada no Altar Central do Santuário Nacional a Missa do terceiro Domingo da Quaresma, presidida pelo Administrador Apostólico da Arquidiocese de Aparecida, Dom Orlando Brandes.
A Liturgia da Palavra destacou, na primeira leitura, o Livro do Êxodo (17,3-7), que narra a sede do povo que caminhava rumo à Terra Prometida. Já a segunda leitura, da Carta de São Paulo aos Romanos (5,1-2.5-8), ressaltou que a “esperança não decepciona”, pois o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo.
O Evangelho deste domingo, por sua vez, apresentou o encontro de Jesus com a samaritana no poço. O diálogo entre a mulher e o Senhor nos conduz a uma reflexão profunda sobre a sede do coração humano, que só pode ser saciada pela “água viva”, que é o próprio Deus.
Homilia
Dom Orlando iniciou sua homilia saudando os sacerdotes concelebrantes, os religiosos e religiosas, os seminaristas, os peregrinos de Nossa Senhora e todos que acompanhavam a celebração pelos meios de comunicação. De modo especial, dirigiu uma saudação a todas as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher.
Ao comentar a primeira leitura, o Administrador Apostólico afirmou que, mesmo quando temos um “coração de pedra”, como o povo que caminhava com Moisés e murmurava por causa da sede, o Senhor é capaz de “tirar água dos corações endurecidos”.
“Eu estarei lá, diante de ti, sobre o rochedo, no monte Horeb. Ferirás a pedra e dela sairá água para o povo beber. Moisés assim fez na presença dos anciãos de Israel”. (Ex 17, 6-7)
Sobre o Evangelho de São João, Dom Orlando ressaltou que “o grande encontro entre Jesus e a samaritana é o encontro entre a miséria e a misericórdia; entre a sede e a água que sacia; entre quem bebia nas cisternas poluídas e a água viva”.
Ele destacou ainda que necessitamos de água para o corpo, mas que nossa alma também possui uma sede que não pode ser saciada por uma “água natural”. Esse anseio só pode ser satisfeito por outra fonte, que é Deus, “um manancial que nos faz sentir completamente repletos e lavados”.
A maravilha do encontro e do perdão
Dom Orlando também destacou “a maravilha de um encontro”, afirmando que o Evangelho é repleto de encontros transformadores, e que o encontro de Jesus com a mulher da Samaria é um deles.
“Jesus, em sua humanidade, estava cansado, com fome e com sede. Mas também tinha sede da alma daquela samaritana. Ele iniciou esse diálogo tão bonito oferecendo a ela o perdão. Quando não perdoamos, não somos capazes de iniciar diálogos”, afirmou.
Na sequência, acrescentou que “os encontros nos transformam quando são verdadeiros”. A samaritana, primeiramente, chamou Jesus de Senhor; depois, de profeta; em seguida, de Messias, de Cristo e, finalmente, de Salvador.
À medida que foi “bebendo da água viva”, que é o amor de Deus, a samaritana se tornou missionária. Abraçou a fé, foi ao encontro do seu povo e deu testemunho de seu encontro com Jesus.
Adorar em Espírito e em Verdade
Segundo Dom Orlando, Jesus também oferece, neste domingo, uma catequese sobre a adoração. Ele ensina que adorar a Santíssima Trindade sacia a sede da alma.









“De fato, estes são os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade”. (Jo 4,23)
Dom Orlando concluiu a homilia agradecendo às mulheres por serem quem são em casa, na Igreja, na escola, na catequese e na sociedade. Na Oração Eucarística, também colocou como intenção todas as pessoas que sofrem com as guerras e pediu pelo fim do mal do feminicídio.