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Partilha, fraternidade e o futuro da missão redentorista

Como superar os limites e atuais estruturas para que a congregação possa responder aos apelos dos tempos?
Imagem Visita do Governo Geral e Assembleia 13 do artigo Partilha, fraternidade e o futuro da missão redentorista

Os corredores da casa de Hospedagem Santo Afonso fervilharam nos últimos dias com a presença de algumas dezenas de redentoristas. Conversas animadas, grupinhos falando em cochichos, discussões em grupo, incertezas sobre o futuro e muitas esperanças missionárias foram os ingredientes que deram sabor a Assembleia Extraordinária promovida pelo governo geral da Congregação do Santíssimo Redentor. O tema em pauta foi a reestruturação da vida religiosa dos redentoristas ao redor do mundo. “Queremos ousar com um futuro que garanta o ardor missionário de cada redentorista ao redor do mundo”, afirmou padre Michael Brehl, superior Geral. “O ardor de Santo Afonso é o que nos motiva”, completa recordando a história de Afonso de Ligório, fundador da congregação, o napolitano que tudo deixou para trás ao decidir trabalhar com os mais pobres entre os pobres no ano de 1732.

As partilhas em grupos misturaram a jovem geração e os mais experientes na vida religiosa. Apesar das distâncias cronológicas os dramas diante de um futuro a ser construído de modo completamente renovado são basicamente os mesmos: como superar os limites pessoais e as atuais estruturas para que a Congregação do Santíssimo Redentor possa responder aos apelos dos tempos? Objetivamente os Redentoristas planejam fazer um reorganização geográfica e pastoral de suas unidades de trabalho chamadas “províncias”.

Para o estudante de teologia, Jonathan Antonio da Silva, a assembleia “foi um momento importante de partilha, envolvendo gerações no conhecimento do processo de reestruturação”, mas, segundo ele, o “espírito missionário ainda está muito no ato do fazer, precisamos assumir o ser missionário, rompendo estruturas de apego ao ativismo. Não haverá mudanças sem um compromisso interno de conversão”.

O jovem padre Lucas Emanuel encara a situação de reestruturação como algo “desafiante, mas ao mesmo tempo com muitos traços de esperança”. Trabalhando atualmente no Secretariado Vocacional, ou seja, sendo um dos responsáveis pelo acompanhamento e seleção dos futuros religiosos redentoristas, o jovem padre parece não ter medo do que virá. “Mudar estruturas não será o problema, temos que antes mudar o coração”.

Vivendo no Brasil há muitos anos, e atualmente exercendo seu apostolado missionário no sul da Bahia, padre Casimiro Malolepszy entusiasmou-se ao falar dos frutos da assembleia.

“Foi muito rica. Tratamos com seriedade o tema da reestruturação. No começo está tudo muito obscuro, são muitos detalhes, mas devagar a ideia do processo de mudança vai entrando no coração dos confrades”. Outro que avaliou positivamente o momento foi o padre Gabriel Mariano. “Valeu a pena pela integração, convivência e partilha de ideias. Pessoalmente creio que o processo é complexo, mas plenamente possível, contanto que cada um seja capaz de ceder um pouquinho”.

A assembleia realizada em Aparecida foi uma das mais de 90 que já aconteceram ou devem acontecer até o fim desse ano e que pretendem esclarecer um pouco mais o futuro missionário do instituto fundado por Santo Afonso.

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