O Mistério do Natal não nos oferece somente um modelo para imitar a humildade e pobreza do Senhor que está deitado na manjedoura, mas nos dá a Graça de sermos semelhantes a Ele.
Assim, a verdadeira espiritualidade do Natal não consiste na imitação de Cristo “do lado de fora”, mas “viver Cristo que está em nós” e manifestá-lo com a vida no seu mistério de amor, obediência, pobreza e humildade.
Portanto, o fruto espiritual do Natal consiste no empenho de viver a graça da Redenção, de conservar interiormente o Espírito Santo que nos faz filhos de Deus. Enfim, porque Deus nos faz filhos seus em Cristo, inserindo-nos como membros da Igreja, a graça do Natal exige também uma vida de comunhão fraterna.
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O empenho para fazer com que nossas comunidades de fé celebrem um Natal autêntico é difícil.
Uma visão simplesmente devocional e sentimental dos episódios da natividade do Senhor corre o risco de esvaziar, no coração dos fiéis, o significado salvífico do evento da Encarnação.
Portanto, celebrar o Natal como Igreja é um desafio para superar a noção simplesmente ritual da festa.
Mas, para a vivência cristã desta festa é muito pouco e limitado ficar apenas nesta dimensão.
Afinal, como nos ensinou Santo Afonso, a meditação do mistério da Encarnação e do nascimento no meio dos pobres, através dos quais o Verbo encarnado revela a sua divindade e o seu messianismo, deve trazer luz e força para o empenho de testemunho e de ação missionária da comunidade que celebra o Natal do seu Senhor.
Diante da simplicidade inaudita do mistério de uma criança que nasce de uma mulher, façamos silêncio, tomemos uma atitude de contemplação e adoração. Mais uma vez é Natal e será Natal para sempre. Porque apesar de tudo, Deus não deixa de acreditar na frágil humanidade que somos e nos oferece a cada ano, com infinito amor, este presente admirável que é Seu Filho.
Que você encontre acolhida na singeleza do Menino Deus nascido no presépio de seu coração!
Pe. Nelson Antonio Linhares, C.Ss.R.