Missionários Redentoristas recordam a vida do padre filipino no dia 11 de julho
Padre Rudy Romano, missionário filipino, era um sacerdote e ativista que lutava muito pelos direitos dos pobres. Ele estava com 44 anos, quando foi sequestrado e nunca mais foi encontrado.
O redentorista havia se identificado totalmente com a causa das injustiças sociais e a denúncia profética dos abusos cometidos pela ditadura militar em seu país.
Padre Rudy foi visto pela última vez em Barangay Tisa, na cidade de Cebu, no dia 11 de julho de 1985. Segundo fontes locais, ele foi sequestrado por homens armados que trabalhavam para o então presidente Ferdinando Marcos. Até hoje, não se sabe como ele morreu, permanece desaparecido.
Naquele tempo, assim como acontecia em diversos países da América Latina, as Filipinas viviam dominadas por um cruel regime encabeçado pelo presidente ditador Ferdinando Marcos. Ele governou o país, com “mão de ferro” entre os anos de 1965 e 1986, e quando em 1972 declarou a Lei Marcial no país levou à prisão, sequestro e tortura milhares de pessoas consideradas “perigosas” para o regime.
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Entre as vítimas de sua ditadura estavam estudantes universitários, sindicalistas, jornalistas e qualquer um que fizesse parte da oposição. Greves e manifestações públicas passaram a ser consideradas ilegais e todos os que defendiam a justiça social e a defesa dos direitos humanos sentiram a mão pesada da repressão.
Com sua vida e com sua ação, Pe. Rudy antecipou a preocupação com a vida e a dignidade dos muitos feridos da sociedade de seu tempo e de seu país, sendo, à semelhança de João Batista, uma voz que clamava no deserto, buscando a verdadeira libertação.
Este redentorista foi capaz de dar a sua vida pelos trabalhadores, agricultores e outros pobres que perderam a dignidade, a justiça e a paz. Nós o consideramos um mártir e um herói. Que ele seja a nossa inspiração!