É fundamental para a sobrevivência e continuidade de qualquer agrupamento humano, quando se quer viver em sociedade e com ela interagir, que haja leis orientativas e formas claras e eficientes de organização acordadas por todos.
Por isso as regras, mais do que serem vistas como cerceadoras da liberdade, apontam para a salvaguarda dos direitos individuais e da coletividade, visando sobretudo o bom funcionamento do todo. Esse parâmetro serve tanto para a sociedade civil, quanto para a vida dos grupos religiosos.
Nesse sentido, para além do Direito Universal da Igreja, do qual emanam orientações gerais para os cristãos católicos em todo o mundo, existem também os diversos modos mais específicos e próprios de cada família religiosa na Igreja. Obviamente que sempre em acordo com o princípio universal, sem contradizê-lo, mas adequando-se ao que chamamos carisma próprio de cada Ordem ou Congregação Religiosa e que inspira seu agir evangelizador, condicionado também por seu patrimônio espiritual geralmente ligado à figura do fundador.
Com base nisso que, para manter a diversidade de dons e carismas, mas sem perder o caráter primordial de unidade da Igreja, é que há necessidade da aprovação oficial dessas regras ou conjunto de normas que irão inspirar e orientar a vida dos mais variados grupos religiosos na Igreja. Assim ocorreu com a Congregação do Santíssimo Redentor há 274 anos, quando o Papa Bento XIV aprovou seu modo de vida e reconheceu a validade e pertinência de sua proposta evangelizadora como novo grupo missionário na Igreja.
Em modo breve, podemos considerar que as Constituições Redentoristas são a tradução do Evangelho ao modo como o interpretamos a partir do carisma que recebemos por meio de Santo Afonso, nosso fundador, e de outros redentoristas que foram aprofundando esse dom recebido do Espírito. Para que não sejam somente bons princípios, esses valores contidos nas regras ganham vida e forma na ação pastoral e evangelizadora que realizamos.
São fonte de inspiração e verdadeiras luzes que iluminam a particularidade de nossa atuação apostólica na Igreja e na sociedade. No Santuário Nacional a presença redentorista deveria ser notada não somente pelos sinais externos (um grupo que usa o mesmo hábito religioso), mas pelo conteúdo da mensagem que veicula, pelo testemunho de trabalho comunitário e, acima de tudo, pela profunda devoção a Maria, que deve ser marca de todo filho de Santo Afonso de Ligório!
Participe da Família dos Devotos e ajude os Missionários Redentoristas no cuidado com a Casa da Mãe Aparecida!