“Isto é meu corpo, dado por vós: fazei isto em memória de mim”. (Lc 22, 19)
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A Eucaristia (Comunhão) é um dos 7 sacramentos da Igreja. Por meio dele, nos unimos a Cristo e formamos com Ele um só corpo. Após o período de Catequese e a Primeira Comunhão, é permitido que o fiel passe a comungar diariamente e, principalmente, nas Santas Missas Dominicais.
No Brasil, muitas paróquias e comunidades marcam a Missa de Primeira Comunhão para o período de fim de ano.
A data se torna um momento de muita emoção e, às vezes, de muita ansiedade e curiosidade para as crianças, jovens ou adultos que irão receber a Eucaristia, Corpo e Sangue de Jesus, pela primeira vez.
Nesse contexto, há inúmeras perguntas que podem ser feitas, de modo especial pelas crianças, como “qual o sabor da hóstia?”, “posso morder ou mastigar?”, “e se eu não gostar?”, “o que fazer quando a hóstia já estiver na minha boca?” e “qual tipo de oração devo fazer?”.
Além dessas questões, há também em alguns casos dúvidas sobre a confissão necessária para que se possa comungar: “O padre vai brigar comigo?”, “e se eu sentir vergonha?”, “e se eu me esquecer de algum pecado?” e “tenho que contar todos os meus pecados?”.
Do mesmo modo, existem lembranças que só sabe quem viveu a experiência de receber Jesus e reconhecer a Sua presença real na Eucaristia em seu interior.
Santa Teresinha conta em sua autobiografia “ História de Uma Alma” como foi a sua Primeira Comunhão:
“Na véspera do grande dia, recebi a absolvição pela segunda vez. A minha confissão geral deixou-me uma grande paz na alma […]
Chegou finalmente o mais belo dos dias! Que inefáveis recordações deixaram na minha alma os mais pequenos pormenores desse dia do Céu!… O alegre despertar da aurora, os beijos respeitosos e ternos das mestras e das companheiras mais velhas…;
Há coisas que perdem o seu perfume quando expostas ao ar; há pensamentos da alma que não se podem traduzir em linguagem da terra sem perderem o sentido íntimo e celeste; são como aquela «Pedra branca que será dada ao vencedor, sobre a qual está escrito um nome que ninguém conhece, a não ser aquele que a recebe». Ah! como foi doce o primeiro beijo de Jesus à minha alma!...
Foi um beijo de amor. Sentia-me amada e dizia por minha vez: «Eu amo-Vos! Dou-me a Vós para sempre!»”
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