O novo Relatório de Liberdade Religiosa 2025, publicado pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), revela um cenário alarmante: mais de 5,4 bilhões de pessoas vivem em países onde não podem expressar livremente sua fé.
A pesquisa, apresentada em Roma, aponta que dois terços da população mundial enfrentam algum tipo de limitação para praticar sua religião, seja por leis restritivas, vigilância, discriminação ou violência.
O relatório da ACN é importante para expor a realidade de perseguição religiosa e trazer reflexão para os fiéis, de que não é uma realidade distante. Ela acontece em todos os continentes e desafia a Igreja a permanecer firme na fé e na solidariedade com os perseguidos.
Principais dados do relatório da ACN
62 países violam gravemente a liberdade religiosa
- 24 deles estão em situação de perseguição religiosa;
- 38 vivem sob discriminação sistemática.
Apenas duas nações mostraram melhora:
- Cazaquistão e Sri Lanka registraram avanços no respeito à liberdade de crença.
Governos autoritários usam a fé como ferramenta de poder
- Monitoramento digital, prisões arbitrárias e censura são práticas comuns.
- A religião é frequentemente controlada por leis que limitam o culto público.
A África e a Ásia enfrentam jihadismo e nacionalismo religioso
- 15 países sofrem perseguições diretas por grupos extremistas.
- Em outros 10, as minorias religiosas vivem sob forte discriminação.
- No Sahel, comunidades inteiras foram destruídas por milícias.
Guerras e conflitos agravam o cenário global
- Ucrânia, Mianmar e Gaza estão entre os locais mais afetados.
- O crime organizado também ameaça a fé: padres e líderes religiosos são sequestrados e extorquidos.
Europa e América do Norte enfrentam vandalismo religioso
- A França registrou quase mil ataques a igrejas em 2023.
- Grécia, Espanha, Itália e Estados Unidos também contabilizaram centenas de ocorrências.
Durante a apresentação do relatório, líderes da ACN reforçaram o pedido para que os governos protejam o direito à liberdade de consciência e religião, previsto no artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
O Cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, destacou que é dever dos governantes respeitar as convicções mais profundas das pessoas e impedir qualquer tipo de coerção.
Parolin pede ao mundo que defenda a liberdade de crer. Leia!