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No Antigo Testamento fazia parte da tradição judaica os pais apresentarem seus filhos no templo, no oitavo dia de nascimento, e realizar a circuncisão. Esse ritual diz respeito a uma operação onde é removido o prepúcio do órgão genital masculino.
A partir do Novo Testamento, podemos ver que a circuncisão praticada pelo povo judeu já não era mais necessária.
Paulo escreveu no capítulo 2, 28-29:
“Porque judeu não é aquele que o é externamente, e a circuncisão não é aquela visível na carne; mas o verdadeiro judeu o é por dentro e a verdadeira circuncisão é a do coração, segundo o espírito e não segundo a letra: esse recebe seu louvor não dos homens, mas de Deus”.
Pe. José Inácio de Medeiros, C.Ss.R. explicou que a circuncisão era uma expressão de consagração a Deus. No entanto, quando o cristianismo começou a surgir, trouxe a questão acerca dos povos que não eram judeus, se eles deveriam ser circuncidados ou não.
“Essa questão envolveu bastante as comunidades e provocou aquele que é chamado o primeiro Concilio Ecumênico da Igreja, reunido em Jerusalém, por volta de 49 a 50 d.C., ou seja, na fase da primeira expansão do cristianismo”, disse Pe. Inácio.
O padre falou ainda que na discussão sobre esse assunto havia Pedro, na época defensor dos cristãos prosélitos, oriundos dos gentios.
Pedro acreditava que eles deveriam sim ser circuncidados e, por outro lado, Paulo assumiu a posição dos que eram contrários à circuncisão “por verem nesse fato muito especifico da cultura religiosa dos judeus um impedimento na expansão da fé cristã”.
“No final prevaleceu o bom senso e não se fez a obrigatoriedade da circuncisão. Portanto, o cristianismo nunca usou a circuncisão, mas houve a separação por volta dos anos 49 a 51”, concluiu Pe. Inácio.