Papa Francisco recebeu, nesta segunda (24), na Sala Clementina, no Vaticano, membros do Círculo de São Pedro, uma instituição de voluntariado presente em Roma a serviço do Pontífice. Na oportunidade, o Santo Padre incentivou o trabalho dos membros e pediu para que não vire história de museu, que continuem propagando a ação.
Cerca de 400 sócios do Círculo São Pedro estiveram neste encontro com o Papa. Eles desenvolvem atividades de voluntariado na capital italiana, a serviço do Pontífice, no campo do acolhimento e do apostolado da caridade.
O Papa iniciou sua saudação afirmando: “Sempre gosto de encontrá-los”, um sinal de gratidão pela dedicação aos pobres de Roma, em nome da Igreja. Em seguida lembrou do livro que foi entregue a ele: “a coleção de todo o magistério dos Papas no Círculo São Pedro, nos 155 anos de sua história”.
Francisco destacou a importância das raízes que são fundamentais para o futuro, e também veio o alerta:
“Tomem cuidado para não ‘musealizar’ a história de vocês, não ‘esterilizar’ as raízes! A memória é o órgão do futuro, desde que as raízes permaneçam vivas e bem. É por isso que eu vos incentivo a transmitir o patrimônio de valores e experiências de vocês para os jovens. É preciso que os jovens sigam a frente. Que bonito pensar em um avô do Círculo São Pedro que transmite a sua experiência ao neto! Há tantos aqui, isso é lindo. Pensem em quanta riqueza de fé vivida, de caridade concreta, de amor pelos pobres pode passar pelo exemplo de uma pessoa idosa. E pensem em quanta energia, quanta criatividade, quanto ímpeto um jovem pode dar.”
O pontífice refletiu o exemplo de um futuro santo, o Beato Pier Giorgio Frassati, da cidade italiana de Turim. E ressaltou a importância da continuidade das ações na preparação e na vivência do Ano Santo.
“Roma está cheia de canteiros de obras; bem, são necessários também eles. Mas o ‘canteiro de obras’ que não pode faltar é o da caridade! Os peregrinos e turistas que vêm a Roma devem ‘respirar’ o ar da caridade cristã, que não é apenas assistência, é um cuidado com a dignidade, é proximidade, é compartilhamento vivido, sem publicidade, sem holofotes. Com a presença de vocês, com a proximidade, compaixão e ternura, vocês também preparam a cidade para o Jubileu, cuidando não das ruas ou da infraestrutura, mas do coração e da carne dos pobres, que, como dizia São Lourenço, são o tesouro da Igreja”.
Fonte: Vatican News