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Papa Francisco divulga mensagem para a Quaresma deste ano

Assim como o povo hebreu se libertou das amarras do Faraó, devemos nós também nesta Quaresma observar aquilo que nos prende para em Deus nos libertarmos.
Imagem Papa Francisco Janeiro 2024 do artigo Papa Francisco divulga mensagem para a Quaresma deste ano

“Através do deserto, Deus guia-nos para a liberdade” é o tema do texto divulgado pelo Santo Padre neste primeiro dia de fevereiro

A partir da quarta-feira de Cinzas (14 de fevereiro) a Igreja Católica inicia a Quaresma, tempo de preparação para bem celebrar a Páscoa do Senhor. É um tempo oportuno para a mudança de vida, afinal, Jesus não quer holocaustos e sacrifícios, mas corações puros e misericordiosos. 

E abrindo o mês de fevereiro, o Papa Francisco divulgou nesta quinta-feira (1º) a tradicional mensagem para a Quaresma deste ano, sobre o tema Através do deserto, Deus guia-nos para a liberdade”.  No texto, que você confere neste link, o Santo Padre focou a reflexão no Livro do Êxodo, enfatizando que quando o nosso Deus Se revela, comunica liberdade. 

“Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egito, da casa da servidão” (Ex 20, 2).

O Papa orienta que da mesma maneira que Israel no deserto tinha ainda dentro de si o Egito, também hoje o povo de Deus traz dentro de si vínculos opressivos que deve optar por abandonar.

“Damos-nos conta disto, quando nos falta a esperança e vagueamos na vida como em terra desolada, sem uma terra prometida para a qual tendermos juntos”, recorda.

As palavras de Francisco são diretas ao dizer que a Quaresma é o tempo de graça em que o deserto volta a ser o lugar do primeiro amor, assim como um esposo, que nos atrai novamente a si e sussurra ao nosso coração palavras de amor.

Vatican Media
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Uma Quaresma concreta

“Eu bem vi a opressão do meu povo que está no Egito, e ouvi o seu clamor diante dos seus inspetores; conheço, na verdade, os seus sofrimentos. Desci a fim de libertá-lo das mãos dos egípcios e de fazê-lo subir desta terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que emana leite e mel”. (Ex 3, 7-8).

A partir dessa passagem, o Papa nos faz refletir que o primeiro passo para viver bem o tempo quaresmal é querer ver a realidade ao nosso redor.

“Também hoje o grito de tantos irmãos e irmãs oprimidos chega ao Céu. Perguntemo-nos: E chega também a nós? Mexe conosco? Comove-nos? Há muitos fatores que nos afastam uns dos outros, negando a fraternidade que originariamente nos une”.

Francisco relembrou a primeira viagem do seu pontificado, para a ilha de Lampedusa, extremo sul da Itália, em julho de 2013, ressaltando mais duas perguntas extraídas da Palavra de Deus, que ainda são muito atuais.

“‘Onde estás?’ (Gn 3, 9) e ‘Onde está o teu irmão?’ (Gn 4, 9). O caminho quaresmal será concreto, se, voltando a ouvir tais perguntas, confessarmos que hoje ainda estamos sob o domínio do Faraó. É um domínio que nos deixa exaustos e insensíveis. É um modelo de crescimento que nos divide e nos rouba o futuro”.

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Deus não Se cansa de nós

O sumo pontífice reforça que devemos acolher a Quaresma como o tempo forte em que a Sua Palavra é novamente dirigida, como tempo de conversão, um tempo de liberdade e deu o exemplo do próprio Jesus, que foi estimulado pelo Espírito para o deserto a fim de ser posto à prova na sua liberdade.

“Durante quarenta dias, temos Jesus diante dos nossos olhos e conosco: é o Filho encarnado. Ao contrário do Faraó, Deus não quer súbitos, mas filhos. O deserto é o espaço onde a nossa liberdade pode amadurecer numa decisão pessoal de não voltar a cair na escravidão. Na Quaresma, encontramos novos critérios de juízo e uma comunidade com a qual avançar por um caminho nunca percorrido“.

Quaresma, tempo de decisões

Ao fim da mensagem, o Papa Francisco refletiu que na Quaresma agir também é parar, mas parar em oração, para acolher a Palavra de Deus, e parar como o Samaritano em presença do irmão ferido. O amor de Deus e o do próximo formam um único amor.

E ainda como Igreja que caminha juntos, o Santo Padre nos sugere que a Quaresma seja também tempo de decisões comunitárias capazes de modificar a vida cotidiana, como os hábitos nas compras, o cuidado com a criação, a inclusão de quem não é visto ou é desprezado.

“Quero dizer-vos, como aos jovens que encontrei em Lisboa no verão passado: Procurai e arriscai; sim, procurai e arriscai. Neste momento histórico, os desafios são enormes, os gemidos dolorosos: estamos a viver uma terceira guerra mundial feita aos pedaços. É a coragem da conversão, da saída da escravidão. A fé e a caridade guiam pela mão esta esperança menina. Ensinam-na a caminhar e, ao mesmo tempo, ela puxa-as para frente. Abençoo-vos a todos vós e ao vosso caminho quaresmal”.

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Fonte: Vatican News

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