“As crianças são o centro desta celebração”, destaca Papa Francisco que mantém tradição iniciada por São João Paulo II
No último domingo (07) o Papa Francisco presidiu a celebração eucarística na Capela Sistina com o batismo de 16 crianças, filhos e filhas de funcionários do Vaticano.
O costume de batizar os filhos dos funcionários da Santa Sé foi instituído por São João Paulo II, em 11 de janeiro de 1981, com a Missa presidida na Capela Paulina do Palácio Apostólico. Em 1983, o Papa presidiu a Missa pela primeira vez com o rito do batismo de algumas crianças na Capela Sistina.
Na homilia, o Santo Padre enfatizou que as crianças são o centro desta celebração:
“Estamos aqui para batizar, para dar o dom da fé às nossas crianças. Elas são as protagonistas dessa cerimônia: podem falar, andar, gritar… Elas que comandam, porque é a festa delas e elas receberão o mais belo presente: o dom da fé, o dom do Senhor.”
O Pontífice completou, deixando todos os pais à vontade:
“Se as crianças chorarem – no momento estão em silêncio, mas basta que uma dê a nota, o concerto começa -, deixe-as chorar; se tiverem fome, podem amamentá-las, tranquilamente, aqui. Se estiverem com calor, tire seus casacos – às vezes o calor incomoda”.
Na benção final, o Papa pediu para que se lembrem da data do batismo como data do nascimento espiritual, seja das crianças recém-batizadas e dos demais presentes.
“A data de nascimento espiritual é como um aniversário, é a data em que receberam a graça do Senhor e se tornaram cristãos. Transmitam isso às crianças para que possam celebrar essa data todos os anos.”