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Padre Zezinho celebra 50 anos de sacerdócio em sua comunidade de origem

"Pelos frutos que me dás". Com esse tema Padre Zezinho celebrou os seus 50 anos de sacerdócio em Taubaté, interior de São Paulo.
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“Pelos frutos que me dás”. Com esse tema Padre José Fernandes de Oliveira, o Padre Zezinho celebrou os seus 50 anos de sacerdócio na quarta-feira (21). Celebrado exatamente no dia em que foi ordenado; no dia de São Mateus, apóstolo, evangelista e mártir, que ele disse ter inspirado o seu ministério, o padre que conquistou multidões com a sua forma de catequizar e com o seu canto, agradeceu a comunidade que o viu crescer e acompanhou toda a sua trajetória.

Lotada pelos parentes, confrades, religiosos, amigos, fiéis e personalidades que acompanham a sua carreira, como o baixista Eraldo Mattos, da banda Anjos de Resgate, a Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté, interior de São Paulo, recebeu festivamente o religioso. A celebração contou com a presença do Grupo Ir ao Povo, que conduziu os cantos. No altar concelebraram os bispos eméritos de Taubaté, Dom Antonio Affonso de Miranda e Dom Carmo João Rhoden, que é da mesma congregação religiosa que Padre Zezinho, além de dezenas de padres.

Entrevista: Padre Zezinho, a vida a favor dos irmãos

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Na homilia, o aniversariante lembrou a sua infância junto ao povo da Vila São Geraldo. “Alguns me viram coroinha aqui. Essa paróquia nos deu muita gente boa, eu sou feliz por ter crescido aqui”, disse. O padre recordou ainda os tempos difíceis que viveu junto aos operários da Companhia Fabril da Juta que moravam no bairro. “Esta era uma vila de operários e nós [padres dehonianos] estávamos aqui no meio dos operários da vila fabril”. 

O religioso afirmou que foi nessa comunidade que ele começou a descobrir que queria ser catequista. “Foi nessa Vila São Geraldo, nessa comunidade de operários da Juta da CTI que aprendi a ouvir os outros e a prestar atenção nas famílias”. 

Padre Zezinho agradeceu também o apoio e incentivo que recebeu das irmãs Paulinas ao longo de sua carreira. “Encontrei as Paulinas que acreditaram nas minhas canções e me deram um apoio muito grande. Me deram espaço para livros, pude escrever quase 90. Com elas também aprendi a fazer música e a fazer mais de 110 CDs”.

Sobre a ordem religiosa que o acolheu, a Congregação do Padres do Sagrado Coração de Jesus, mais conhecidos como Padres e Irmãos Dehonianos, Padre Zezinho destacou o carisma que almeja um mundo com mais justiça social e que moldou o seu ministério, as suas canções, as suas publicações, as suas pregações.

 “Sou fruto de uma congregação que aposta nos seus padres e nos seus seminaristas.
Hoje estou celebrando 50 anos de padre e tenho muito a agradecer…”

“Tudo o que eu sou e fiz foi por causa do pensamento deles [dehonianos]”, afirmou. “Somos chamados a pregar a justiça social”, acrescentou, lembrando o exemplo do fundador de sua congregação, Padre João Leão Dehon. “Sou fruto de uma congregação que aposta nos seus padres e nos seus seminaristas. Hoje estou celebrando 50 anos de padre e tenho muito a agradecer. Devo um grande Deus lhes pague aos Dehonianos”, assinalou.

Ao final da missa, crianças ofertaram rosas ao aniversariante e a assembleia cantou “Amar como Jesus amou”, um dos seus maiores sucessos.

Sacerdote, professor de comunicação, pregador, escritor, compositor, radialista, produtor e diretor de televisão, colunista de jornal, compositor, conferencista, orientador de jovens e artistas cristãos, descobridor de talentos, criador de métodos de comunicação na Igreja Católica, teórico e pesquisador de comunicação religiosa… São muitos os adjetivos e habilidades que o destacaram e o fizeram ser conhecido mundialmente. Mas a forma como ele prefere ser chamado e lembrado é por ser um padre catequista. 

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