O Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas, celebrado em 8 de fevereiro pela Igreja, será ampliado em 2025 para uma semana de mobilização global.
O Papa Francisco receberá uma delegação especial no Vaticano e a iniciativa contará com uma peregrinação on-line atravessando todos os continentes.
Na véspera do evento, o Papa acolherá no Vaticano jovens embaixadores, sobreviventes e representantes de organizações que combatem essa grave violação da dignidade humana. Logo após, ocorrerá uma peregrinação virtual, conectando fiéis de diferentes países em oração.
A transmissão ao vivo estará disponível em cinco idiomas, incluindo português, pelo canal oficial do evento no YouTube.
Tema: esperança contra o tráfico
O lema deste ano é “Embaixadores da Esperança. Juntos contra o tráfico de pessoas”, um chamado do Jubileu para ações concretas.
Francisco tem sido um forte defensor dessa causa desde que instituiu o Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico, em 2015, festa de Santa Bakhita, religiosa sudanesa vítima de tráfico e símbolo universal do empenho da Igreja contra o fenômeno.
A iniciativa conta com a organização da Talitha Kum, rede internacional que reúne mais de 6 mil religiosas, além do apoio de diversos organismos da Igreja.
O drama do tráfico humano
Dados da ONU indicam que 50 milhões de pessoas são vítimas do tráfico no mundo. As principais vítimas são mulheres, crianças, migrantes e refugiados. Uma em cada três vítimas é menor de idade, e 79% dos casos de exploração sexual afetam mulheres e meninas.
A vulnerabilidade aumenta entre aqueles forçados a migrar. Estima-se que 120 milhões de pessoas tenham sido deslocadas por guerras, pobreza e desastres ambientais, ficando mais expostas a redes criminosas.

Entre 2 e 8 de fevereiro, diversas iniciativas serão realizadas em Roma e pelo mundo. Entre os eventos confirmados, encontros de formação e testemunhos de sobreviventes e um dia destinado ao diálogo e mobilização global, com o lançamento de um novo apelo contra o tráfico.
A irmã Abby Avelino, coordenadora do evento, reforça o chamado à ação:
“Para combater essa escravidão moderna, precisamos unir forças e trabalhar com as vítimas e sobreviventes. Manter a esperança diante da exploração é um desafio, mas devemos perseverar para construir um mundo mais justo.”
O Tráfico de pessoas e Santa Bakhita
Fonte: Vatican News