Para o Papa, a crise deve ser vista como uma oportunidade para buscar uma solução.
Se as crises conjugais são inevitáveis e as feridas causadas por elas precisam de cura, o Papa Francisco fala sobre como esses momentos não devem ser entendidos como “maldição”, mas “oportunidade” de superação e enfrentamento das dores causadas por elas.
Falando para membros de uma associação que oferece um caminho para casais e famílias que vivenciam momentos difíceis, o Papa Francisco disse que não é preciso “temer a crise” , mas “cair no conflito”.
“O que devemos temer é cair no conflito porque é difícil encontrar uma solução no conflito. Por outro lado, a crise te faz dançar um pouco, às vezes te faz ouvir coisas ruins, mas da crise se pode sair, desde que dela se saia melhor”, disse Francisco.
Para o Papa, a crise deve ser vista como uma oportunidade para buscar uma solução. O Papa lembrou que nesse sentido, o testemunho dos casais que já superaram dificuldades em família é uma contribuição importante.
A fala do Papa indica diretamente, a missão da Igreja de manifestar sua proximidade e acompanhar as relações familiares, através de seus diversos serviços, para ajudar famílias e casais na superação de seus problemas.
“Hoje há tanta necessidade de pessoas, de cônjuges que saibam testemunhar que a crise não é uma maldição, faz parte do caminho e constitui uma oportunidade”, frisou Francisco.
Já no final de seu discurso, Francisco retoma o tema da crise enfatizando que “a crise faz parte da história da salvação. A vida humana não é uma vida de laboratório, nem uma vida asséptica, como que banhada em álcool. A vida humana é uma vida de crise com todos os problemas de cada dia …”, finaliza.