Conheça Maria de Lourdes Guarda: nova venerável brasileira

Papa Leão XIV reconhece Maria de Lourdes Guarda, natural de Salto (SP), como venerável da Igreja. Saiba mais sobre a vida desta intercessora dos deficientes.
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Papa Leão XIV reconhece Maria de Lourdes Guarda como venerável da Igreja

No dia 21 de novembro, o Papa Leão XIV autorizou a promulgação dos decretos que reconhecem novos veneráveis para a Igreja, dentre eles está a brasileira Maria de Lourdes Guarda, leiga consagrada que teve uma história marcada por dores físicas intensas, passando quase cinquenta anos imobilizada.

Além dela, foram reconhecidas durante a audiência concedida ao prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, as virtudes heroicas dos sacerdotes italianos mártires, padre Ubaldo Marchioni e padre Martino Capelli; do arcebispo Enrico Bartoletti, dom Gaspare Goggi e de Maria do Sagrado Coração, religiosa australiana.

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Uma vida de oferta a Deus e aos deficientes

Maria de Lourdes é natural da cidade de Salto, em São Paulo. Nasceu em 1926 em uma família de origens italianas e, desde sua juventude, suportou uma lesão na coluna que culminou na paralisia dos seus membros inferiores.

Com apenas 20 anos, passou por uma série de cirurgias complicadas que acabaram agravando o seu quadro de saúde. Realizou seis operações dentro de cinco anos, até que passou a viver imobilizada em uma cama hospitalar.

Estudou no Colégio do Patrocínio, em Itu, e se tornou professora ainda jovem. Tinha o sonho de seguir os passos de sua irmã, de se tornar religiosa, contudo a enfermidade interrompeu seus planos.

Posteriormente, Maria de Lourdes encontrou sua vocação no Instituto Secular Caritas Christi, onde professou seus votos em 1970. Suas dores passaram a ser missão apostólica, oferecia seus sofrimentos por amor, isso por meio de uma vida de oração e eucarística.
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No quarto de hospital, consolação e coragem

Embora sentisse muitas dores, Maria de Lourdes manteve-se resignada. Com muita coragem e fé, realizou bordados e tricôs para ajudar nos custos de suas despesas hospitalares. Viveu por 25 anos no Hospital Matarazzo, em São Paulo.

Muitas pessoas passaram a visitar o seu quarto no hospital, o que transformou o lugar em um “refúgio espiritual” para aqueles que buscavam conselhos e consolo. Tornou-se missionária mesmo sem poder sair da cama.

Ela costumava dizer “Nenhuma deficiência é impedimento para a vida”. Engajou-se na Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência (FCD), movimento fundado na França, o qual era coordenadora nacional no Brasil.

Com o auxílio de doações, visitou muitos lugares da América Latina e fundou muitos grupos da Fraternidade. Foi conhecida por mostrar que todos somos chamados a um lugar ativo na Igreja e na sociedade, independente das suas limitações.

Maria jamais deixou de acolher quem buscava por seus conselhos. Faleceu no ano de 1996 por um câncer na bexiga, já com fama de santidade. Agora, a Igreja faz sua memória reconhecendo-a como venerável.

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Fonte: CNBB

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