CNBB impulsiona projetos de Ecologia Integral no país

Igreja no Brasil ampliou ações ambientais e apoiou mais de 230 projetos no país apenas neste ano por meio do Fundo Social de Solidariedade da CNBB
Imagem teto de energia solar em casa na amazonia do artigo CNBB impulsiona projetos de Ecologia Integral no país

Igreja no Brasil ampliou ações ambientais e apoiou mais de 230 projetos no país apenas neste ano por meio do Fundo Social de Solidariedade da CNBB

A Igreja Católica no Brasil reforçou, em 2025, seu compromisso com o cuidado da Casa Comum. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apoiou 234 projetos de Ecologia Integral, que somam R$ 7,2 milhões investidos em iniciativas sociais e ambientais. As ações já alcançam 918.969 pessoas em todo o país.

Os projetos são financiados pelo Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), criado para sustentar ações sociais inspiradas na Campanha da Fraternidade. Em 2025, o tema refletido durante a Quaresma foi “Fraternidade e Ecologia Integral”.

Durante o ano, o FNS recebeu 779 propostas. Dessas, 539 atenderam aos critérios iniciais e 280 avançaram para as fases finais de análise. O resultado: 234 projetos aprovados e distribuídos em diferentes regiões do Brasil.

Para onde vão os recursos do Fundo Nacional de Solidariedade?

Segundo o Pe. Jean Poul, assessor de Campanhas da CNBB, houve destaque para iniciativas de transição energética, energias renováveis, agroecologia e desenvolvimento sustentável.

Uma Igreja que age para transformar o país

Dom Ricardo Hoepers, secretário-geral da CNBB, ficou impressionado com a mobilização nacional. “O Brasil está traduzindo a Ecologia Integral com ações concretas”. O bispo destacou o envolvimento direto das dioceses:“Uma coisa bonita é ver os bispos se envolvendo na indicação dos projetos”.

Dom Ricardo também ressaltou a presença da Igreja em regiões onde o Fundo ainda não havia chegado. Ele afirmou que o país assumiu com entusiasmo o tema da Campanha:

O Brasil assumiu, de fato, com alegria, o tema da Ecologia Integral. E está sabendo traduzir o tema da Campanha (…) para uma dimensão concreta de expressão da fé”.

Entre os projetos apoiados, três tiveram destaque em diferentes eixos:

Brigada de prevenção e combate a incêndios florestais (Brasília –DF): R$ 34.668,16

Guardiães do Cerrado: sementes de vida e Ecologia Integral (Pompeu – MG): R$ 39.995,15

Energia Solar para a Evangelização e Sustentabilidade na Amazônia (Parintins – AM): R$ 40.000,00

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“Indígenas cuidam da Casa Comum”

Um dos projetos mais significativos do ano foi desenvolvido pela paróquia Nossa Senhora do Seringueiro, na diocese de Guajará-Mirim (RO). Ele se chama “Entre as Florestas que cantam e as Águas que correm, Indígenas cuidam da Casa Comum”.

A ação leva formação e apoio humano a comunidades indígenas ribeirinhas em áreas de difícil acesso na Amazônia. O objetivo é fortalecer direitos, valorizar culturas tradicionais e promover consciência ecológica, inspirada na Laudato Si’.

O projeto prevê 10 visitas formativas, oficinas e rodas de conversa. Ele beneficiará 720 indígenas diretamente e outros 670 indiretamente.

Comunidade de Nossa Senhora do Seringueiro em ação com ribeirinhos em Guajará-Mirim (RO) (Reprodução/Facebook Catedral Nossa Senhora do Seringueiro)

Por que o FNS é essencial?

O Fundo Nacional de Solidariedade existe desde 1998 e depende da Coleta Nacional da Solidariedade, realizada no Domingo de Ramos. Os recursos financiam iniciativas sociais alinhadas ao tema da Campanha da Fraternidade de cada ano.

A distribuição funciona assim:

60% dos recursos ficam nas dioceses para projetos locais.

40% vão para o FNS, que apoia ações em nível nacional.

Toda a gestão segue normas técnicas, administrativas e jurídicas, garantindo transparência. Relatórios e detalhes podem ser consultados no site oficial do FNS.

Dom Ricardo resume esse movimento com clareza: “As comunidades abrem seus espaços para organizar melhores propostas em relação à ecologia, ao cuidado do planeta, ao zelo e cuidado com as pessoas.”

Na COP30 aprendemos a cuidar do meio ambiente e das mudanças climáticas. Acompanhe notícias!

Fonte: CNBB

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