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Bispos falam sobre a Conferência Eclesial da Amazônia e a COP 30

Na manhã desta terça-feira (16) bispos trataram sobre a Conferência Eclesial da Amazônia (Ceama) e a COP 30 durante a Coletiva de Imprensa do sétimo dia da 61ª Assembleia Geral da CNBB.
Imagem coletiva de imprensa ag cnbb 2024 dia 16 de abril do artigo Bispos falam sobre a Conferência Eclesial da Amazônia e a COP 30

Na manhã desta terça-feira (16), o Cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, e Dom Gilberto Pastana de Oliveira, arcebispo de São Luís do Maranhão, trataram sobre a Conferência Eclesial da Amazônia (Ceama),  durante a Coletiva de Imprensa do sétimo dia da 61ª Assembleia Geral da CNBB. 

Na ocasião, Dom Paulo Andreolli, bispo auxiliar de Belém do Pará, abordou também assuntos relacionados à COP 30.

O Cardeal Steiner explicou que a Ceama foi uma sugestão do Papa Francisco no Sínodo da Amazônia.
Os membros que formam a Conferência Eclesial são igrejas particulares (Dioceses e prelazias) que integram a Pan-Amazônia e outras representações:

“Temos na Ceama representantes, bispos, povos originários, representantes da vida religiosa, leigos e leigas. A Ceama ainda precisa achar o seu caminho, o seu espaço, para que realmente seja um espaço de diálogo, de sinodalidade… O que está caminhando é o chamado rito pan-amazônico, que não se trata apenas de um rito litúrgico, mas de pensar como a Igreja que está na Amazônia pode fazer, inclusive, a iniciação à vida cristã e como pode se expressar e se organizar”, disse.

Dom Gilberto afirmou que a comissão expressa o compromisso de todos os bispos para com a Amazônia.

“Muitas igrejas não conhecem a realidade dos povos indígenas, dos ribeirinhos, dos quilombolas, todos que habitam essa região. Então, a comissão, que hoje é constituída pelos seis presidentes dos regionais da Amazônia, portanto, representa um total de 58 igrejas particulares e tem como objetivo articular esses planos, esses projetos de evangelização na Amazônia.”

Acerca da importância do protagonismo indígena na missão evangelizadora da Igreja, e sobre o Documento de Santarém, Dom Gilberto Pastana falou ao A12:

“[O documento] é resultado da evangelização de todos aqueles que estão na Amazônia, da vivência do sacramento do batismo através dos exercícios dos ministérios, em especial o ministério dos catequistas. O papel, a importância do leigo na Amazônia é fundamental, porque são eles que animam a comunidade. A presença dos ministros ordenados acontece 5, 6 vezes ao ano… A realidade indígena, sobretudo a formação, faz acontecer a vida eclesial nesses lugares.”

Sobre a COP 30, Dom Paulo Andreolli explicou que a comissão criada em vista do evento, que acontecerá em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro de 2025, nasceu de um desejo da presidência da CNBB, com o objetivo principal de articular ações de formação, políticas e comunicação.

Três bispos compõem a comissão: Dom Silvio Guterres, Dom Vicente Ferreira e Dom Paulo Andreoli, além de representantes do movimento Laudato Si, REPAM, CRB, Comissões para a Ação Sociotransformadora, Comissão para Ecologia Integral e Mineração e Comissão para a Amazônia.

“Esta comissão está aberta também a integrar outros elementos. O objetivo geral é aproveitar a oportunidade da realização da COP 30 no Brasil para fortalecer o grau de incidência da igreja em vista da conversão ecológica e da transformação socioambiental do planeta, à luz da Doutrina Social da Igreja”, disse.

De acordo com Dom Andreolli, algumas iniciativas estão encaminhadas para incentivar os fiéis a entrarem na luta contra as mudanças climáticas: simpósio, vigília ecumênica e o envolvimento também no Círio de Nazaré para aplicar orientações para ‘conversão ecológica’ e a Campanha da Fraternidade 2025, cujo tema tratará a ecologia integral.

Veja a Coletiva de Imprensa na íntegra:

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