Em meio a negociações internacionais, gestos do governo venezuelano são vistos pela Igreja como avanço limitado diante da crise de direitos humanos.
A Venezuela voltou a libertar presos políticos, que estavam detidos no regime de Nicolás Maduro. A libertação ocorre em um contexto marcado por negociações diplomáticas e pela retomada de diálogo com a comunidade internacional.
Embora os números possam variar conforme as fontes, organizações independentes e o governo confirmaram que dezenas de detenções foram revogadas na última semana.
Segundo a ONG Foro Penal, mais de cinquenta pessoas foram libertadas, enquanto autoridades venezuelanas falam em 116 liberações, sem detalhar os nomes. Entre os beneficiados estão cidadãos estrangeiros, profissionais da imprensa e opositores ao governo de Nicolás Maduro, detidos em operações governamentais.
Contexto religioso e social
Líderes da Igreja Católica abordaram a situação social e política vivida pela população. Na ocasião, o arcebispo de Barquisimeto (Venezuela), Dom Polito Rodríguez Méndez, fez referência às recentes libertações. O bispo afirmou que os gestos anunciados representam um avanço, ainda que limitado. Segundo Dom Polito, a permanência de outros detidos continua gerando apreensão.
“Alegramos que alguns já tenham sido libertados, mas muitos outros ainda aguardam libertação, e seus pedidos e os de suas famílias não podem continuar sendo ignorados; portanto, será um gesto de reconciliação e justiça libertá-los o mais breve possível”, afirma o arcebispo de Barquisimeto”.
Movimentos diplomáticos
As solturas ocorrem paralelamente a movimentações no campo diplomático e contatos entre representantes da oposição venezuelana, autoridades do governo e lideranças internacionais. Recentemente, no dia 12 de janeiro, o Papa Leão XIV recebeu, no Vaticano, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz e líder da oposição venezuelana, María Corina Machado.
A cidade de Caracas sinalizou interesse em restabelecer relações com os Estados Unidos e aprofundar o diálogo com a União Europeia, interrompidos desde 2019.
Organismos internacionais seguem acompanhando a situação e destacam que a continuidade das liberações será determinante para avanços concretos no campo dos direitos humanos na Venezuela. “Rezamos por todos os presos e suas famílias”, Dom Polito Rodríguez.
➕ O Ataque dos Estados Unidos à Venezuela
Fonte: Vatican News