Pontífice destacou a humildade como liberdade de si mesmo, pediu acolhida aos migrantes e cuidado com a criação.
No Angelus deste domingo (31), XXII Domingo do Tempo Comum, o Papa destacou que a humildade é a forma plena da liberdade. Segundo ele, ser humilde é ser livre de si mesmo e colocar-se a serviço dos outros. O Pontífice refletiu sobre o Evangelho de Lucas (Lc 14,1.7-14), que mostra Jesus ensinando a escolher o último lugar à mesa.
Humildade como serviço
O Papa explicou que a humildade se manifesta quando deixamos de buscar apenas os primeiros lugares e aprendemos a servir os irmãos. “Quem se exalta parece não ter encontrado nada mais interessante do que a si mesmo. Mas quem compreendeu ser precioso aos olhos de Deus tem uma dignidade que brilha por si mesma”, disse.
Ele pediu que a Igreja seja uma casa onde todos se sintam acolhidos, sem disputas por espaços de poder, mas como um verdadeiro “ginásio de humildade”, no qual Jesus toma a palavra e educa os fiéis no caminho da liberdade e do serviço.
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Apelo pela paz na Ucrânia
Após a oração mariana, o Papa voltou-se ao cenário internacional e renovou o apelo por um cessar-fogo imediato na Ucrânia. “A voz das armas deve silenciar e a voz da fraternidade deve se elevar”, afirmou. Ele pediu que a comunidade internacional apoie o caminho da negociação e da paz.
O Pontífice lembrou que a guerra continua a provocar destruição e mortes, inclusive na capital Kiev. Conclamou ainda os fiéis a não cederem à indiferença, mas a se unirem em oração e gestos de solidariedade.
Acolhida aos migrantes
O Papa também recordou o naufrágio ocorrido na Mauritânia, em 29 de agosto, no qual mais de 50 pessoas morreram e outras 100 estão desaparecidas. Definiu o episódio como “mais uma tragédia mortal” no caminho de migrantes em busca de esperança.
Ele pediu que a sociedade viva de forma concreta o ensinamento de Jesus: “Eu era estrangeiro e me acolhestes” (Mt 25,35). O apelo ressoa também no Brasil, onde muitas comunidades realizam iniciativas de acolhida e escuta.
Cuidado da Criação
Por fim, o Papa recordou o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, celebrado nesta segunda-feira, 1º de setembro. Ele ressaltou que a data, instituída há dez anos pelo Papa Francisco em sintonia com o Patriarca Ecumênico Bartolomeu, tem como tema neste ano “Sementes de Paz e Esperança”.
O Pontífice convidou os fiéis a prolongar a oração e os gestos de cuidado ao longo do Tempo da Criação, até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, reforçando o compromisso de cuidar da Casa Comum.
O Angelus deste domingo trouxe um apelo atual também para a Igreja no Brasil: viver a humildade como serviço, cultivar a acolhida concreta aos mais frágeis e renovar o cuidado com a criação. Ao assumir esse caminho, nossas comunidades tornam-se sinais de esperança e paz em meio aos desafios do mundo.
Fonte: Vatican News