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Três mulheres, três vocações, uma mesma santidade

Independentemente da vocação, todos somos chamados à santidade. É um equívoco pensar que apenas quem tem a vocação religiosa ou sacerdotal pode se tornar santo.
Imagem Novena da Padroeira 2022 maos orando com terco do artigo Três mulheres, três vocações, uma mesma santidade

“Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra” – Papa Francisco (cf. Gaudete et exultate, n. 14).

Independentemente da vocação, todos somos chamados à santidade. É um equívoco pensar que apenas quem tem a vocação religiosa ou sacerdotal pode se tornar santo, primeiro porque a vocação não é garantia de santidade, segundo porque somos todos pecadores, irmãos semelhantes, que tentam cada dia mais serem pessoas melhores. Nada nos difere.

Com isso, trouxemos três exemplos de mulheres: uma mãe, uma freira e uma catequista que, guiadas pelo amor a Deus, conquistaram a santidade e hoje são referências em nossa forma de enxergar o mundo e nos aproximarmos dos ensinamentos de Cristo.

Conheça brevemente suas histórias

Shutterstock
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Santa Gianna Beretta Molla – mãe

Gianna foi casada com Pietro Molla e juntos tiveram quatro filhos: Pedro Luis, Mariolina, Laura e Gianna.

Não por acaso, a última filha do casal recebeu o nome da mãe, a qual escolheu a vida da filha ao invés da sua.

Ainda no segundo mês de gestação, foi identificada a presença de um tumor em seu útero e, junto da doença, três opções lhe foram apresentadas: aborto, histerectomia total (remoção do útero, que também levaria sua filha a morte) e remoção cirúrgica do tumor, opção que tinha menos chance de solucionar o problema.

Gianna optou pela última opção e pediu que a vida da filha fosse priorizada ante a sua. Sete dias após o nascimento da criança, Gianna faleceu. Desde então, ela é uma grande referência aos católicos sobre a proteção da vida ainda no útero.

Caminhos Carmelitas
Caminhos Carmelitas

Santa Teresa de Jesus – freira

Santa Teresa de Jesus, conhecida também como Santa Teresa de Ávila, por ser o nome da cidade em que nasceu, tem como título Doutora da Igreja graças às suas contribuições em oração e espiritualidade para a Igreja.

Ainda quando criança, Teresa já se interessava pela vida dos santos e mártires. Aos 14 anos, com a perda de sua mãe, sentiu muita devoção a Nossa Senhora e sempre seguiu a sua fé, mesmo sofrendo com doenças e perseguições em sua trajetória.

Santa Teresa foi fundadora da ordem Carmelitas Descalças, a qual vive de acordo com o carisma originário da fundação.

Deixou em vida obras de grande valia para a Igreja, como “A Vida”, “O Caminho da Perfeição”, “Castelo Interior” e “Pensamentos sobre o Amor de Deus”, que possuem grande destaque e relevância para católicos e não-católicos.

Reprodução/ America needs Fatima

Santa Clélia Barbieri – catequista

Com uma vida voltada à família e à paróquia, aos 20 anos iniciou uma comunidade religiosa de catequistas leigas, junto de três amigas, a fim de viver o Evangelho e levar os ensinamentos de Deus aos pobres e indigentes.

Por este, aparentemente simples, mas, grande e importante passo, Clélia é considerada a fundadora mais jovem da Igreja e proclamada pelo Papa João Paulo II “Padroeira das Catequistas”.

“Com a solene canonização da jovem monja bolonhesa, Deus coloca diante de nós uma criatura humilde, frágil, desprovida de riquezas materiais e culturais, mas rica da sabedoria que os simples extraem na oração das próprias fontes da Palavra revelada.” João Paulo II sobre Santa Clélia.

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