A história do padre que deu a vida pelo casamento

O testemunho do Pe. Prada foi parecido com o de S. João Batista (cf. Mt 14,3-12). Os dois morreram em defesa do Matrimônio. Conheça sua história.
Imagem casal durante um casamento na igreja do artigo A história do padre que deu a vida pelo casamento

O Pe. José Maria Prada nasceu em Portugal, no ano de 1928. Era missionário redentorista da então Província de São Paulo. Morou em Garça (SP), em Exu (PE) e foi nomeado pároco do município de Salgueiro (PE). Foi nesta cidade que ele foi assassinado por defender a indissolubilidade do casamento. 

Um dia, um homem rico e influente em Salgueiro procurou Pe. Prada para se casar. Nada demais, se ele já não fosse casado. Mentiu para o padre, dizendo que havia morado com uma mulher na cidade onde nasceu, mas não era casado com ela.

O padre pediu certidão de batismo na paróquia onde ele nasceu, e o documento veio constando que ele havia se casado na Igreja lá. O documento trazia o dia e a hora do casamento, e o nome da esposa, a qual ainda estava viva. Pe. Prada mostrou-lhe o documento e disse que não podia fazer o casamento. 

O homem ofereceu boa soma de dinheiro ao sacerdote, se realizasse o matrimônio. Mediante a recusa, o indivíduo disse que o mataria se ele não efetuasse o casamento. Mesmo assim, o padre foi inflexível. Disse que preferia morrer a quebrar as normas da Igreja. 

O homem foi à sua casa, pegou um revólver, veio e deu cinco tiros no Pe. Prada, que morreu na hora. Era o dia 29/04/1991, às 11 horas, na porta da Igreja de Santo Antônio.

A Missa de corpo presente, presidida pelo Sr. Bispo de Petrolina teve a participação de todo o clero da diocese e de uma multidão de fiéis do município de Salgueiro. No enterro, levaram, em uma cruz, a camisa ensanguentada do Pe. Prada.

O testemunho do Pe. Prada foi parecido com o de S. João Batista (cf. Mt 14,3-12). Os dois morreram em defesa do Matrimônio. 

A semente do Reino de Deus parece pequena e fraca, mas tem uma força incrível. “Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas são incapazes de matar a alma” (Mt 10,28).

Que Maria Santíssima, a Mãe da Igreja, nos ajude, especialmente nas horas difíceis, a perseverar na fidelidade à nossa missão.

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