A parábola de Procrustius ensina sobre acolher o outro como ele é, sem forçá-lo a se encaixar em nossos moldes.
Existe, na mitologia grega, um personagem chamado Procrustius. Ele tinha uma pensão, na qual havia uma cama só.
Quando chegava um hóspede para dormir, Procrustius o media. Se era maior que a cama, ele lhe cortava um pedaço. Se era menor, ele esticava o hóspede, até ficar do tamanho da cama.
Quantas vezes nós hospedamos pessoas em nossa vida, ou em nosso coração, mas nos comportamos como Procrustius!
Queremos que a pessoa seja igual a nós, tenha os nossos gostos, o nosso temperamento e o nosso jeito de viver. Aceitar cada pessoa do jeito que ela é, mesmo que bem diferente de nós, é uma virtude necessária na vida comunitária.
Educar é conduzir o formando para além de si próprio, mas na direção dele, não na direção que traçamos para ele.
Quando Jesus tinha doze anos, sua Mãe sentiu na pele isso. O Filho tinha um caminho que eles, os pais, naquela época, não entendiam. Só mais tarde entenderam.
Felizmente, Maria foi humilde e, em vez de chegar dando bronca, perguntou:
“Filho, por que agiste assim conosco? Olha, teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura!” (Lc 2,48).