O que Santo Antão pode nos ensinar sobre amizade com Cristo

A Igreja faz memória de Santo Antão em 17 de janeiro. Saiba o que podemos aprender com ele, a quem os primeiros “monges” devem muito do seu estilo de vida.
Imagem santo antao do artigo Santo Antão, pai da vida religiosa

A Igreja celebra a memória de Santo Antão em 17 de janeiro e você é chamado a refletir sobre como a vida e história deste santo podem te ensinar sobre amizade com Cristo e autenticidade, mesmo ele tendo vivido séculos atrás.

Podemos dizer que a origem do monarquismo foi no Egito, mais precisamente nas regiões desérticas desse lugar. Os primeiros “monges” eram os chamados ermitãos ou anacoretas e devem a Santo Antão muito do seu estilo de vida.

Antão era do Egito, de família rica, e ficou particularmente tocado com o Evangelho do Jovem rico, no qual Jesus lhe pede para vender todas as coisas e doar o dinheiro aos pobres. Com esse chamado pessoal, Antão resolve ir viver sozinho no deserto, onde foi alvo de muitas tentações, que ficaram famosas na Idade Média.

Já enquanto era vivo, começou a ter uma fama de santidade muito grande, e foi por isso que muitas outras pessoas se aproximavam de Antão e buscavam viver uma vida semelhante à sua. Antão os recebia e os fazia seus filhos espirituais, proporcionando-lhes uma direção espiritual.

Antão também defendeu a fé de heresias e consolou muitos cristãos perseguidos por causa da fé. Ele não redigiu nenhuma regra monástica, mas suas frases e conversas com Paulo de Tebas foram bem guardadas e transmitidas oralmente para os monges mais novos, até que foram reunidas por Isaías por volta do ano 450.

Lições de Santo Antão para o Cristão Contemporâneo

Talvez esse estilo de vida nos pareça muito distante hoje, mais de 1500 anos depois. Em uma sociedade globalizada, que parece conectar de maneira cada vez mais eficaz a tudo e a todos, o silêncio interior e a solidão podem parecer absurdos e completamente ultrapassados.

Foto de Mohammad Alizade na Unsplash
Foto de Mohammad Alizade na Unsplash

Mas se olharmos mais de perto e compreendermos as diferenças culturais que nos separam de Santo Antão, poderemos ver que muito do que ele viveu pode nos ajudar hoje em dia a ter um contato mais íntimo com Deus.

Qual é o seu chamado de vida?

De fato, o único desejo de Antão, ao deixar tudo e ir viver uma vida retirada, era o de responder a um chamado que Jesus lhe tinha feito pessoalmente.

Quantos de nós podemos dizer que vivemos uma relação tão pessoal e íntima com Jesus, a ponto de descobrir o seu chamado para as nossas vidas? Mas Ele tem um plano para cada um de nós, para sermos felizes e para fazermos os demais felizes também.

Luta contra as tentações

Este desejo de ser fiel a Deus ficou muito claro no episódio das tentações, tão característico da vida de Santo Antão. E na nossa vida cristã também não faltam momentos difíceis nos quais somos convidados, com a Graça de Deus, a vencer diversas tentações.

É como diz a frase: Não existe cristianismo sem cruz”. Antão nos mostra como, com a ajuda do Senhor, é possível viver na graça de Deus e nos mostra ainda como viver assim é valioso. Quantos de nós podemos dizer que lutamos realmente contra as tentações e que temos um real desgosto pelo pecado?

A misericórdia divina e a nossa autenticidade

Disso tudo não pode ficar a mensagem de que somos muito pecadores e que nunca conseguiremos viver uma autêntica vida cristã.

É totalmente o contrário. Ao perceber nossas falhas, precisamos nos atirar com mais audácia nos braços de Deus e pedir que seja Ele quem nos guie e nos carregue em nossa vida.

Que, como Santo Antão no passado, possamos hoje colocar Jesus verdadeiramente no centro de nossas vidas e responder, assim, ao chamado de Deus a sermos seus filhos e filhas amados!

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