Esta é a petição central da oração do Pai Nosso. Nas três primeiras, vemos como o Reino se faz presente quando: santificamos Seu nome, cumprimos Sua vontade e somos obedientes. E nas três últimas vemos que o tema central consiste em acolher o perdão de Deus. E, para isso, temos que oferecer nosso próprio perdão.
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Voltando a esta petição central, vejamos que é Deus que oferece o Pão ao homem, pois é algo que nunca poderemos obter com as nossas próprias forças. Ao rezar esta oração do Pai Nosso, nós lhe pedimos este pão e esperamos por ele.
O estudo da raiz desta frase é complexo. Uma das traduções latinas diz: Panem nostrum supersubstantialem da nobis hodie. Este supersubstantialem veio do grego Epiousium (Epi+Ousia: por cima de + substância).
Este pão supersubstancial, Orígenes o relaciona ao perpétuo, necessário, especial que é este Pão para nós. Pão que está para além do tempo, para além do quotidiano. Porém, é um Pão para o hoje, é o Pão que tem que vir, que vem de fato.
Este Pão Nosso de cada dia é o alimento que encontramos, também, no Discurso do Pão da Vida (Jo 6, 1-61), no qual encontramos a associação real entre o Senhor Jesus com o pão do Céu que será comido e sacramentado para os homens. Trata-se de uma dinâmica relacional de entrega e comunhão entre o Pai e o Filho. Vemos, assim, que é o Pai quem entrega o Filho para nós, e como Pão, como alimento. E vemos, em Jesus, o Filho, Aquele que só quer que se cumpra a vontade do Pai, pois esse é Seu alimento.
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Finalmente, quero falar sobre a Eucaristia (Lc 22, 19-20), pois na lógica da Eucaristia encontramos a lógica da vida cristã: fazer-nos Pão para nossos irmãos; devemos ser Pão para os irmãos, ser motivo de vida para eles.
Espero que esta reflexão nos ajude quando formos dirigir-nos ao Pai, r ezando com o próprio espírito do Filho a oração que Ele nos ensinou, de maneira especial quando o rezemos durante a Santa Missa, como preparação para receber esse pão nosso, o especial e necessário para nossa vida cristã.