Pier Giorgio Frassati, além de uma vida de profunda oração e de amor pelas montanhas, foi um jovem sensível à beleza pela arte e literatura.
Ele era atraído por boas obras, músicas, pinturas, esculturas e livros, tudo o que considerava realmente importante para a vida humana.
O saudoso Papa Francisco bem disse em uma audiência aos artistas que “a beleza une Deus, o homem e a criação numa única sinfonia”.
A partir desta afirmação do Papa, descobrimos mais um aspecto da vida de Frassati que podemos ter como exemplo: a contemplação da beleza que enriquece a alma e nos aproxima de Deus.
Conheça a seguir belezas que o futuro santo apreciava:
Pintura e escultura — colecionava cópias de suas obras favoritas em grandes cadernos.
Música sinfônica e óperas — frequentava concertos e teatros.
Leituras — via a leitura como algo fundamental para sua formação humana e espiritual. Dentre as obras que tinha paixão, estavam dramas e romances, como Dante e Shakespeare e tragédias gregas.
A principal experiência de Pier Giorgio com a leitura era o contato com a humanidade, mais que meramente intelectual.
Com igual paixão, lia a vida dos santos da Igreja como:
- Palavra de Deus
- Confissões de Santo Agostinho
- Escritos de Santa Catarina de Sena
- Suma Teológica de São Tomás de Aquino
- Frei Girolamo Savonarola
- Encíclicas Papais
Entre as leituras espirituais tinha predileção pelas cartas escritas pelo apóstolo Paulo, nas Sagradas Escrituras. Ele as meditava constantemente e com elas fazia oração.
A seguir, você confere uma carta escrita por ele, que revela essa sua sensibilidade com a leitura e com as relações de amizade:
“Escrevo-lhe tendo aberto diante de mim aquele belo livro de Santo Tomás de Aquino e, quando leio aqueles conceitos sublimes, penso sempre em você, que foi o primeiro a incutir em mim o desejo de conhecer as grandes verdades contidas nesta obra escrita para exaltar e glorificar a Divina Providência. Nestes dias em que nos reunimos na tranquilidade deste lar para rezar, eu também rezarei por vocês, e vocês rezarão muito por mim, para que, se infelizmente na vida terrena tivermos que nos separar pelas exigências de nossas carreiras, ao menos no dia em que o Senhor quiser, nos encontremos juntos em nossa verdadeira pátria para cantar os louvores de Deus.” Carta a Antonio Villani — 26 de março de 1923 |
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Fonte: piergiorgiofrassati.net