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Senado da Argentina votou contra o pedido de legalização do aborto. A proposta havia sido aprovada na Câmara e assegurava que mulheres poderiam interromper a gravidez nas primeiras 14 semanas de gestação.
Dr. Roberta Densa é professora da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo e acredita que, com base nos resultados da Argentina, pode-se haver uma influência na discussão que vem acontecendo no Brasil que segundo ela, já tem uma pré-disposição para não aceitar a prática do aborto.
“A população brasileira tende a ser menos abortista ou continuar a proibição do aborto, penso que a vizinha argentina pode sim reacender o debate, pode sim renovar essa discussão”.
No Brasil, o Supremo Tribunal Federal realizou debates sobre a descriminalização do aborto. Mais de 60 pessoas colocaram em pautas pesquisas, experiências pessoais e opiniões. Dentre essas pessoas o bispo de rio Grande, no Rio Grande do Sul Dom Ricardo Hoepers que representou a CNBB. O religioso acredita que o tema deva ser discutido por aqueles que representam a população brasileira.
“Em relação ao tema aborto e o que significa os problemas sociais e de saúde relacionados a ele deve ser tema para ser discutido no poder legislativo que é a Câmara dos Deputados, ali que o povo está representado nos seus deputados e eles tem obrigação moral de representar a vontade daqueles que neles votaram e confiam”.
Entenda a legislação do Brasil sobre o aborto atualmente: