O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foi reeleito em primeiro turno em votação secreta, como presidente do Senado e do Congresso Nacional pelos próximos dois anos. Ele recebeu 49 votos contra 32 do seu adversário Rogério Marinho (PL). Em 2021, o mineiro recebeu mais votos favoráveis, 57. O número mínimo de votos é 41.
A candidatura dele contou com o apoio do presidente Lula e de seis partidos: PSD (15), MDB (10), PT (9), PSB (4), PDT (3) e Rede (1). No primeiro mandato, Pacheco também foi apoiado pelo Planalto, mas, na ocasião, Jair Bolsonaro (PL) era o presidente.
Após a divulgação do resultado, Pacheco fez um discurso em que lembrou os atos golpistas contra as sedes dos três Poderes, em Brasília, e afirmou que a “polarização tóxica precisa ser erradicada” no país.
Câmara dos Deputados
Na Câmara dos Deputados, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) foi reeleito como presidente da Câmara dos Deputados e ficará no comando da Casa pelos próximos dois anos, até 2025.
Lira teve 464 votos, recorde para uma votação na Câmara. O recorde pertencia aos ex-presidentes da Câmara João Paulo Cunha (PT), em 2003, e Ibsen Pinheiro (PMDB), em 1991, ambos com 434 votos. Só que, ao contrário de Lira, eles eram candidatos únicos.
Dos 513 deputados, 509 votaram. Concorriam com Lira os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) que teve 21 votos e Marcel Van Hattem (Novo-RS) que obteve 19 votos. Além disso, houve 5 votos em branco. Lira é um dos principais articuladores políticos do Centrão e conseguiu, nesta eleição, fazer alianças com partidos de posições políticas diferentes, como o PL e o PT. Arthur Lira defendeu a democracia e o fim da polarização durante seu discurso
O analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) e sócio diretor da Contatos Assessoria Política André Luís dos Santos comenta as eleições no parlamento brasileiro: