Auxílio Brasil – hoje o Bolsa Família – e geração de empregos são os principais causadores
A desigualdade de renda caiu no país em 2022 atingindo o menor nível da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Todos os Rendimentos, os dados divulgados pelo IBGE.
Em 2022, o rendimento médio mensal domiciliar per capita chegou a R$ 1.586, uma alta de 6,9%, percentual puxada principalmente pela volta ao mercado de trabalho de muitos brasileiros de cerca de 8 milhões de pessoas, como destaca Alessandra Brito, analista do Pnad Contínua Todos os Rendimentos. “Houve redução do índice de Gini do trabalho, que ficou 0,486 para 2022, o menor valor da série”.
O indicador reflete também o aumento do rendimento médio mensal real domiciliar per capita em quase todas as classes, o que segundo Alessandra Brito do IBGE, foi puxado também pelos programas sociais de transferência direta de renda, como o Auxílio Brasil, hoje o Bolsa Família. Para o economista Roberto Troster, a redução do índice de Gini pode ser considerada uma boa notícia. Mas segundo ele, mesmo com a redução, continua sendo um dos maiores valores do mundo.
O índice de Gini varia de 0 a 1: quanto mais perto de 1, maior a desigualdade do país. O resultado ficou também abaixo do de 2019, antes da pandemia, quando chegou a 0,544.
E acompanhe os demais destaques do dia:
- Nova legislatura completou 100 dias de atuação. Especialistadestaca polarização e a falta de aprovação de projetos importantes parao Governo.
- Guerra na Ucrânia, fome e preservação ambiental devem ser temasde debates para Lula no retorno ao G7.