A liberação da vacina bivalente contra a Covid-19 para toda a população com mais de 18 anos, anunciada ontem pelo Ministério da Saúde, ocorre diante de um cenário de vacinas paradas nos estoques por conta da baixa procura pela imunização de reforço. Em dois meses, apenas 16,3% da população-alvo recebeu a dose extra, que oferece uma proteção adicional contra mutações do vírus.
Antes da ampliação do público, cerca de 61 milhões de pessoas estavam aptas a tomar a dose bivalente. 52 milhões fazem parte da 1ª fase da campanha, que começou no dia 27 de fevereiro para pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da Covid, como idosos, grávidas e puérperas, além de imunossuprimidos.
No final de março, o governo federal liberou o reforço para quem tem comorbidades: o público estimado é de 9 milhões de pessoas. No entanto, apenas 10 milhões de brasileiros receberam a dose bivalente até agora, segundo dados do ministério divulgados no fim da semana passada. A maior parte – 8,1 milhões – foram para os braços de idosos acima de 60 anos.