No próximo dia 20 de novembro, é celebrado o Dia da Consciência Negra. A data é relembrada anualmente, sendo instituída oficialmente pela Lei n.º 12.519, de 10 de novembro de 2011. A celebração faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares, sendo um símbolo de luta contra o racismo no Brasil.
Para refletirmos sobre o simbolismo desta data, você confere, a partir desta segunda-feira (04), no Notícias em 30, uma série de entrevistas com o tema “Resistência”.
Nesta primeira entrevista, você conhece melhor o trabalho da Pastoral Afro-Brasileira. José Eduardo, Editor de Jornalismo da Rádio Aparecida e Rede Aparecida de Rádio, conversou com Dom Zanoni Demettino Castro, Arcebispo de Feira de Santana, na Bahia, e referencial da CNBB para a Pastoral Afro, que falou sobre a missão e o papel da Pastoral afro-brasileira dentro da Igreja e na sociedade.
“Esta ação da Igreja, esta manifestação da evangelização, é o modo mais próprio de anunciar o Evangelho, tendo presente a concretude de nossa gente, a maioria absoluta do nosso povo afrodescendente, compreendendo a sua origem, sua cultura e sua tradição africana, mas sobretudo tendo consciência do caminho histórico, sobretudo de exploração do povo na escravidão. A Pastoral afro-brasileira é a ação do Bom Pastor, Jesus Cristo, Aquele que passou fazendo bem. Diante dessa realidade queremos anunciar Jesus a todas as pessoas, sobretudo aos mais frágeis e nossa gente afrodescendente.”
Dom Zanon ainda falou sobre a inserção nas comunidades negras no contexto da Igreja Católica, na convivência também em harmonia com outras expressões religiosas e culturais.
“A Igreja no Brasil, sobretudo na sua atual caminhada, tendo presente aquilo que o Papa Francisco tem nos alertado, momento de escuta, de sinodalidade, de compreender e discernir qual a vontade de Deus no momento em que estamos vivendo, a comunidade negra, o povo negro, os afrodescendentes reivindicam e tem consciência da sua importância, do seu protagonismo na construção de mundo de paz, justiça e fraternidade. Aquilo como nos ensina Aparecida, ser protagonista da gestação de um novo mundo, um novo céu, uma nova terra, sinal do reinado de Deus, mas resposta e empenho humano.”
Assista à entrevista na íntegra: