Durante a 62ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, a Comissão para Liturgia ofereceu um material às comunidades
Na 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada entre os dias 15 e 24 de abril deste ano, a Comissão Episcopal para a Liturgia disponibilizou um documento com o título “Assuntos de Liturgia” às comunidades do Brasil.
O texto convida à reflexão sobre a ligação profunda entre a celebração litúrgica e a comunidade, bem como a importante relação entre liturgia e eclesiologia, que nada mais é que o estudo sobre a Igreja, sua missão e organização no mundo.
O material traz a reflexão sobre a presença de um “personalismo identitário” em celebrações litúrgicas em nosso país. Ou seja, convida ao cuidado com a liturgia de modo a não subverter a unidade do povo de Deus, como também a fidelidade às orientações litúrgicas da Igreja, especialmente às indicações pós-conciliares.
*Personalismo identitário, no contexto atual, quer dizer uma tendência em que a identidade pessoal, o estilo de um líder ou os interesses de um grupo acabam ficando acima do bem da comunidade e das orientações da Igreja.
Tendo em vista essa realidade, a Comissão Episcopal chama a atenção das Equipes de Liturgia para se aliarem às pastorais diocesanas e aos seus respectivos bispos, “contribuindo eficazmente para prevenir interferências indevidas de práticas litúrgico-pastorais desconectadas da realidade local e do projeto eclesial assumido pela Igreja”.
A seguir, três tópicos importantes abordados no material:
A liturgia é ação de toda a comunidade, não de uma pessoa só
O documento reforça que a celebração pertence à Igreja inteira. Padres, ministros, músicos e equipes de liturgia devem atuar em comunhão, evitando personalismos nas celebrações. A Missa não deve girar em torno do gosto de alguém, mas ser expressão do “nós” da comunidade reunida em Cristo.
É preciso fidelidade à liturgia da Igreja, evitando exageros e improvisos
Os bispos alertam para o risco de copiar práticas “estranhas” difundidas nas redes sociais ou introduzir “criatividades” que não seguem os livros litúrgicos e as orientações da Igreja. A liturgia deve ser bela, simples, orante e fiel à tradição, sem exageros nem invenções pessoais que possam gerar confusão entre os fiéis.
As equipes de liturgia têm missão de formação e unidade
O texto destaca a importância das Equipes de Liturgia nas paróquias. Elas não servem apenas para “organizar a Missa”, mas para ajudar a comunidade a celebrar bem, em sintonia com a Igreja, promovendo formação litúrgica, integração entre os ministérios e participação consciente dos fiéis.
➕ Para aprofundar, leia o texto da CNBB na íntegra.
Fonte: CNBB