Seu convite com sabor de eternidade nos interpela: “Trocar as armas por livros, por pão que mata a fome, e reconstruir a paz e sepultar a violência”. Nossa vocação é para que em primeiro lugar sejamos humanos, sejamos gente. Quem desfaz de seu semelhante com qualquer atitude de violência, está longe, muito longe de sua vocação de ser gente.
Se o sol não se acanha em fazer renascer a esperança em cada manhã, como se fosse ressurreição, não podemos ser omissos na reconstrução da paz. Ela é exigente, mas é possível. Para quem tem fé, o impossível não existe.
Se as estrelas não brilham mais porque “cobriram seu rosto de vergonha da humanidade”, temos sim de fazer as estrelas brilharem de novo. É melhor contemplar o céu estrelado e o cintilar das estrelas, em vez de ficar no recôndito do quarto, noite escura, com medo ou receio de olhar para o alto, para o céu, para ver o cintilar das estrelas. É preferível ver o brilho das estrelas, às manchetes dos que se arvoram na violência e nos desprezo à vida. É preferível ver o alvorecer do dia, em vez do entardecer da morte, por causa da violência.
A violência parece que deseja ser a protagonista da história. Triste sina, se “isto for verdade”, triste sinal de que ainda não aprendemos a trocar as armas por livro, por pão, por dignidade..
Mas, bem sabemos, é impossível a vida não ser vencedora sempre. Toda violência praticada ao Cristo, e que fez os presunçosos do mundo se rejubilarem por um instante, foi vencida com a vida. A vida venceu a morte, a vida vence toda e qualquer violência. Esse é o caminho da paz, é vida abundante, é verdadeira liberdade.
Certamente posso procurar dentro de meu interior o que está escondido: O desejo da paz! E quando o encontramos, redescobrimos o quanto é belo o dom de Deus em nós, como é belo ser humano, ser gente, ter a filiação divina. Isto nos fará ser o belo e empolgante sinal de Deus no mundo, pois o que somos veio de Deus, e não de nós mesmos.
Você topa essa parada de viver intensamente a vocação de ser gente e de ser da paz? Para isso, conte com a graça de Deus, que conta com seu esforço e dedicação humanos.