Eles nos precederam no seguimento de Cristo

A recordação dos fiéis defuntos alimenta em nossa vida de fé a certeza de que um dia nos encontraremos para a celebração de uma eterna liturgia.
Papa Francisco reza pelos fiéis defuntos em um cemitério de Roma
Vatican Media
Papa Francisco reza pelos fiéis defuntos em um cemitério de Roma (Vatican Media)

Anualmente a Igreja celebra, na dinâmica do Ano Litúrgico, a Festa dos Fiéis Defuntos. Nessa celebração a comunidade cristã é chamada a fazer memória de todos aqueles que nos precederam na fé e no seguimento da pessoa de Cristo. Tendo esses peregrinado neste mundo, após fazerem na própria carne a experiência da Páscoa do Senhor, agora descansam nos braços do Pai, aguardando o feliz dia da Ressurreição.

Celebrar a memória desses nossos irmãos é recordar o esforço de cada um em viver e transmitir a fé, a qual hoje experenciamos e ao mesmo tempo somos exortados a transmitir a outros, a fim de que crendo no Senhor possam acolhê-lo e anunciá-lo ao mundo. Por meio de um seguimento sincero e profético.

É preciso recordar aqui que além da celebração anual da memória dos fiéis defuntos, em cada eucaristia somos chamados, sobretudo no momento da prece eucarística, a recordar daqueles que morreram na paz e na amizade com Deus. A recordação dos fiéis defuntos, nesse momento da celebração, alimenta em nossa vida de fé a certeza de que um dia nos encontraremos para a celebração de uma eterna liturgia.

Ainda se faz mister anotar a prática, entre as comunidades cristãs, das celebrações que são realizadas no sétimo dia, trigésimo dia e na passagem de um ano de falecimento de um fiel defunto. Isso é sinal da Igreja terrena que intercede por aqueles que contribuíram para plantar as sementes do Reino e agora desfrutam do prêmio dos justos, que é o de habitar na casa do Senhor.

Com cantos de alegria e de louvor a Igreja sempre se recorda dos seus membros falecidos, alimentando a certeza de que só faremos a experiência da ressurreição se experimentarmos o mistério da morte. Para um cristão a morte não é o findar da existência, mas é o retorno para o Pai, que reserva para nós o prêmio da eternidade. É essa vida eterna que buscamos, por isso, no seguimento de Cristo devemos ser fiéis, a fim de adentrarmos a cidade dos justos, a morada eterna onde todos os sofrimentos serão superados.

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